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MADRID 3 jan. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, criticou o ataque dos Estados Unidos à Venezuela nas primeiras horas da manhã de hoje, mas também questionou o presidente venezuelano Nicolás Maduro, agora capturado pelas forças norte-americanas, por "tirar o poder do povo".
"A operação militar que levou à captura de Nicolas Maduro viola o princípio do não uso da força que sustenta o direito internacional. A França reitera que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que somente os povos soberanos decidem seu futuro", disse Barrot em uma mensagem publicada em sua conta no X.
A autoridade francesa enfatizou em particular que esses ataques são realizados precisamente por "nações que têm a responsabilidade primária de serem membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas".
Isso "terá sérias consequências para a segurança mundial, que não poupará ninguém". A França "aprendeu com a história" e, portanto, está preparada, garantiu ele, "mas não pode se resignar", de acordo com Barrot, que reiterou o alinhamento de Paris com a Carta da ONU, "que deve continuar a orientar a ação internacional dos Estados, sempre e em qualquer lugar".
No entanto, ele destacou Maduro por "arrancar o poder do povo venezuelano" e "privá-lo de suas liberdades fundamentais". "Maduro violou gravemente sua dignidade e seu direito à autodeterminação", denunciou, antes de reivindicar o trabalho "constante" da França para "defender a soberania do povo venezuelano, cuja voz deve prevalecer".
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