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MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo francês convocou o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, ao Ministério das Relações Exteriores na segunda-feira, após uma carta deste último em que denuncia um aumento de atos antissemitas na França e a falta de uma resposta adequada das autoridades.
"A França tomou nota das alegações do embaixador norte-americano Charles Kushner, que, em uma carta ao presidente da República, expressou sua preocupação com o aumento dos atos antissemitas na França e apontou a suposta falta de medidas suficientes por parte das autoridades francesas para combatê-los", disse o Ministério das Relações Exteriores francês em um comunicado.
O governo francês "rejeita firmemente essas últimas alegações", ao mesmo tempo em que reconhece que o aumento dos atos antissemitas na França desde 7 de outubro de 2023 "é uma realidade, que lamentamos".
Paris considera a denúncia do embaixador "inaceitável" porque "as autoridades francesas estão totalmente comprometidas, pois esses atos são intoleráveis". Também reprova Kushner por essa atitude "violar o direito internacional, em particular o dever de não interferir nos assuntos internos dos Estados, conforme estipulado na Convenção de Viena de 1961 que rege as relações diplomáticas".
"Nem estão à altura da qualidade da relação transatlântica entre a França e os Estados Unidos ou da confiança que deve surgir entre aliados", argumentou. Por todos esses motivos, "o embaixador Kushner será convocado para comparecer ao Quai d'Orsay na segunda-feira, 25 de agosto".
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