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MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, classificou como “inadmissível” o tratamento dispensado por Israel aos detidos da frota humanitária e anunciou que convocaria o embaixador israelense em Paris, após a polêmica gerada pelo vídeo publicado pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, repreendendo os ativistas detidos, algemados e ajoelhados, no porto de Ashdod.
“As ações de Ben Gvir em relação aos passageiros da frota Global Summud, denunciadas até mesmo por seus próprios colegas do governo israelense, são inadmissíveis”, afirmou Barrot em uma mensagem nas redes sociais, na qual confirma a convocação do embaixador de Israel na França.
O ministro das Relações Exteriores francês indicou que o Executivo transmitirá sua “indignação” ao representante israelense e espera receber explicações sobre a situação dos ativistas que se encontram em seu território após a interceptação de suas embarcações em águas internacionais, quando tentavam levar ajuda humanitária a Gaza.
“A segurança de nossos compatriotas é uma prioridade constante. Independentemente do que se pense dessa frota, e já manifestamos repetidamente nossa desaprovação a essa iniciativa, nossos compatriotas que participam dela devem ser tratados com respeito e libertados o mais rápido possível", afirmou o ministro das Relações Exteriores francês, que insistiu que as embaixadas e consulados franceses estão mobilizados para prestar assistência e garantir a proteção consular aos cidadãos afetados.
As imagens de Ben Gvir agitando uma bandeira israelense e caminhando entre ativistas internacionais algemados e ajoelhados no porto de Ashdod, para onde chegaram após a interceptação em águas internacionais do Mar Mediterrâneo de uma nova frota, geraram uma polêmica de alcance internacional após denúncias da Itália, Espanha, Polônia e França.
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