Publicado 08/08/2025 15:17

A França "condena veementemente" o plano do governo israelense de "se preparar para a ocupação total" de Gaza

Paris considera que a extensão da ofensiva "não contribuirá de forma alguma para a segurança de Israel ou de seus cidadãos".

Ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot
Europa Press/Contacto/Lev Radin

MADRID, 8 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo francês condenou "veementemente" o plano do governo israelense adotado nas primeiras horas da manhã de sexta-feira para expandir suas operações militares na Faixa de Gaza e advertiu que isso "agravaria uma situação já catastrófica" e não permitiria a libertação de reféns ou o desarmamento do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

"A França condena veementemente o plano do governo israelense de se preparar para a ocupação total de Gaza. Tal operação agravaria uma situação já catastrófica, sem permitir a libertação dos reféns do Hamas, seu desarmamento e sua rendição", disse o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, em seu perfil na rede social X.

Por sua vez, a pasta diplomática emitiu uma declaração reiterando sua "firme oposição a qualquer plano para ocupar a Faixa e deslocar sua população à força", argumentando que tais ações "constituiriam novas e graves violações do direito internacional e levariam a um beco sem saída", de acordo com uma declaração.

"Elas constituiriam um ataque às aspirações legítimas dos palestinos de viver em paz em um estado viável, soberano e contíguo, e uma ameaça à estabilidade regional. Elas não contribuiriam de forma alguma para a segurança de Israel ou de seus cidadãos, incluindo a dos reféns ainda mantidos pelo Hamas em Gaza", afirmou.

Ele pediu que a milícia palestina libertasse "imediata e incondicionalmente" os reféns e "aceitasse propostas de cessar-fogo em vez de prolongar a situação do povo de Gaza com sua postura obstrucionista". Ela também exigiu seu desarmamento e rendição.

Por fim, ele reiterou que "o futuro da Faixa de Gaza deve ser enquadrado em um futuro Estado palestino liderado pela Autoridade Palestina". Ele prometeu que "continuará a trabalhar" para a implementação da solução de dois Estados, que ele acredita ser "a única que pode garantir paz e segurança duradouras para israelenses e palestinos".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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