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MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, confirmou o interesse de seu governo em encerrar definitivamente a crise diplomática com a Argélia e, um dia depois de uma conversa telefônica simbólica entre os presidentes dos dois países, prometeu que a França agirá "com exigência e sem qualquer fraqueza".
O presidente francês, Emmanuel Macron, e seu colega argelino, Abdelmayid Tebune, concordaram na segunda-feira em aliviar as recentes "tensões" e retomar a cooperação em questões fundamentais como segurança, justiça e migração, o que resultará em uma visita de Barrot a Argel no domingo.
"As tensões entre a França e a Argélia, que não foram causadas por nós, não interessam a ninguém, nem à França nem à Argélia", disse o ministro francês à Assembleia Nacional, explicando o novo "espaço diplomático" que se abriu. Nesse sentido, ele espera aproveitar a "oportunidade".
No entanto, ele quis deixar claro que "não haverá mudanças na política do governo", pois entende que "diálogo e firmeza não são de forma alguma contraditórios".
Barrot também levantou a situação do escritor franco-argelino Boualem Sansal, que foi condenado na semana passada a cinco anos de prisão na Argélia. Já em sua ligação telefônica com Tebune, Macron pediu "um gesto de clemência e humanidade" para com o escritor.
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