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MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, classificou nesta terça-feira como uma "campanha de marketing" a breve trégua de Páscoa anunciada unilateralmente pelo presidente russo Vladimir Putin, que não foi respeitada, como Moscou e Kiev vêm acusando um ao outro.
Barrot afirmou que a ação de Putin foi uma "operação de sedução" com o objetivo de evitar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "fique impaciente e irritado", já que o conflito não mostra sinais de chegar a um mínimo de acordo entre as partes, apesar das últimas conversas.
Nesse sentido, o ministro francês das Relações Exteriores garantiu que "é Vladimir Putin quem deve ser questionado" sobre os possíveis prazos para um acordo e lembrou que foi a Ucrânia que aceitou o cessar-fogo de 30 dias proposto pelos Estados Unidos, que a Rússia nem sequer se preocupou em avaliar.
"Agora cabe a Vladimir Putin aceitar", disse o ministro em uma entrevista ao canal de televisão Franceinfo. No entanto, ele enfatizou que, apesar das "inúmeras violações" da trégua, houve uma diminuição na "intensidade" dos ataques de drones e mísseis de longo alcance.
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