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MADRID 28 jan. (EUROPA PRESS) - O governo da França anunciou nesta quarta-feira que apoia a inclusão da Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações terroristas da União Europeia, somando-se assim à mudança de postura anunciada horas antes pela Espanha, os dois principais reticentes à aprovação desta medida.
“A intolerável repressão ao levante pacífico do povo iraniano não pode ficar sem resposta. Sua extraordinária coragem diante da violência indiscriminada desencadeada contra eles não pode ser em vão. Juntamente com nossos parceiros europeus, amanhã em Bruxelas impomos sanções contra os responsáveis por essas atrocidades”, adiantou o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot.
O chefe da diplomacia francesa garantiu, através de uma mensagem publicada nas redes sociais, que “proibirão a entrada no território europeu” dos responsáveis pela repressão das manifestações antigovernamentais — que resultaram em mais de 3.000 mortos, segundo o balanço oficial, e mais de 6.000, segundo organizações civis — e que congelarão seus bens.
Barrot também afirmou que Teerã “deve libertar os presos, pôr fim às execuções, levantar o bloqueio da Internet e permitir que a missão de investigação do Conselho de Direitos Humanos da ONU investigue os crimes cometidos no Irã”.
O anúncio de Paris chega um dia antes da reunião que os ministros das Relações Exteriores do bloco comunitário terão nesta quinta-feira, na qual abordarão, entre outros assuntos, a imposição de sanções às autoridades iranianas e a designação formal da Guarda Revolucionária como organização terrorista.
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