MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -
Os governos da França, da Alemanha e do Reino Unido condenaram nesta segunda-feira as "ameaças" feitas por autoridades e meios de comunicação iranianos contra o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, e reiteraram seu "total apoio" ao trabalho da agência e de seu chefe, peça-chave na supervisão do programa atômico do Irã.
"Pedimos às autoridades iranianas que se abstenham de qualquer medida para interromper sua cooperação com a AIEA", exigiram os ministros das Relações Exteriores de três países europeus que foram fundamentais para as negociações do histórico acordo nuclear assinado em 2015.
Esses três governos querem que Teerã retome com "efeito imediato" a "cooperação total" com a agência internacional, na medida em que ela teria "obrigações legais vinculantes", ao mesmo tempo em que pedem que a segurança da equipe da organização no local seja protegida.
As tensões entre Teerã e a AIEA aumentaram após a publicação, em maio, de um relatório sobre o acúmulo de 400 quilos de urânio enriquecido no Irã e, principalmente, após os bombardeios israelenses e norte-americanos contra instalações nucleares.
Membros do parlamento iraniano advertiram que o diretor da AIEA "pagará um preço" por enviar informações contraditórias sobre a situação do programa nuclear iraniano e, assim, facilitar o ataque iniciado por Israel em 13 de junho e o subsequente bombardeio dos EUA.
Por sua vez, o jornal iraniano ultraconservador 'Kayhan', intimamente ligado ao establishment clerical iraniano, chegou ao ponto de pedir em um editorial a 'execução' de Grossi, caso ele entre no país, por 'espionar' para Israel e 'participar do assassinato do povo oprimido'.
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