Publicado 27/02/2026 07:28

O Fórum Penal estima em mais de 500 o número de presos políticos libertados na Venezuela no âmbito da amnistia.

Archivo - Arquivo - Prisão do Helicoide em Caracas, Venezuela.
Europa Press/Contacto/Roman Camacho - Arquivo

Diosdado Cabello alerta que o processo de libertação "não protege crimes futuros" MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -

A ONG Foro Penal informou que mais de 500 presos políticos foram libertados na Venezuela no âmbito da anistia aprovada na semana passada pela Assembleia Nacional e promovida pelo governo da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, que está à frente do país desde a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, durante o ataque perpetrado pelo Exército dos Estados Unidos no início de janeiro.

“Desde a semana passada, foram libertados um total de 568 presos, entre eles 505 homens e 63 mulheres, dos quais 386 são civis e outros 182 militares. No total, são 567 adultos e um adolescente”, conforme informou a organização em uma mensagem divulgada nas redes sociais.

Assim, ela esclareceu que 52 deles têm nacionalidade estrangeira e detalhou que as detenções “por motivos políticos” somam 18.944 desde 2014, ano em que ocorreram grandes protestos contra o governo venezuelano e em que o opositor Leopoldo López se tornou um símbolo da dissidência após ser detido e acusado de instigar as mobilizações. López acabaria sendo condenado a 13 anos e nove meses de prisão. Após esses protestos — que resultaram em 43 mortos —, iniciou-se uma primeira tentativa de diálogo entre o governo e a oposição. A aproximação foi rompida pouco depois, com as ruas pouco movimentadas e a Mesa da Unidade Democrática (MUD) evidenciando suas divisões. O presidente da Comissão Especial da Assembleia Nacional, Jorge Arreaza, indicou que, uma semana após a aprovação da Lei de Anistia, foram recebidos 7.461 pedidos de libertação. Segundo seus cálculos, isso levou à libertação “total” de um total de 4.151 pessoas, das quais 217 estavam privadas de liberdade e outras 3.934 estavam sujeitas a medidas cautelares.

Por sua vez, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, advertiu que a anistia “não protege crimes futuros” e destacou que essa medida é uma oportunidade para a “convívio democrático”. Além disso, ele instou a “manter o caminho eleitoral como rumo institucional”. Durante seu programa “Con el Mazo Dando”, ele afirmou que a lei não deve ser interpretada como uma permissão para “cometer crimes”. “Não estou ameaçando, estou fazendo um favor para evitar confusões e promover um clima político mais estável”, acrescentou.

Em sua opinião, a política de reconciliação “deve ser acompanhada de responsabilidade e controle para evitar que episódios de violência ou golpes de Estado se repitam”. Nesse sentido, ele lembrou as experiências passadas relacionadas a processos de anistia e indultos, em que alguns beneficiários continuaram com ações que “desestabilizaram” o Estado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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