Publicado 07/02/2026 23:06

O Fórum Penal avalia positivamente a reunião entre ONGs e o Governo na comissão sobre a lei de anistia.

PEQUIM, 30 de janeiro de 2026 — Membros da Assembleia Nacional da Venezuela levantam as mãos para votar em uma sessão ordinária em Caracas, capital da Venezuela, em 29 de janeiro de 2026. A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou na quinta-feira uma refo
Europa Press/Contacto/Tian Rui

MADRID 8 fev. (EUROPA PRESS) - Gonzalo Himiob, fundador da ONG Foro Penal — especializada no acompanhamento da situação dos presos políticos no país —, avaliou positivamente o encontro entre ONGs venezuelanas a favor da libertação dos presos políticos e a comissão da Assembleia Nacional da Venezuela encarregada de supervisionar a lei de anistia, uma reunião na qual puderam mostrar suas divergências com o texto apresentado pelo governo da presidente interina, Delcy Rodríguez.

“Destaco como positivo o espaço de diálogo e o fato de ter sido aberta, como havia sido exigido há tanto tempo, essa possibilidade de expressar nossas preocupações e sugestões, com o objetivo de que a anistia seja a mais ampla possível”, apontou Himiob em uma mensagem nas redes sociais.

Ainda assim, ele admitiu que existem diferenças sobre aspectos técnicos da lei e sobre sua supervisão, que consideram que deveria incluir a participação das pessoas afetadas, organismos de defesa dos direitos humanos e ONGs.

“Apresentamos, a partir do Fórum Penal, muitos aspectos técnicos do projeto de lei de anistia que consideramos que devem ser corrigidos para que esteja realmente à altura do momento histórico que vivemos hoje e das expectativas das vítimas”, afirmou.

Himiob defendeu que a tramitação da lei não deve ser um obstáculo ao processo de libertação que já está ocorrendo nas últimas semanas, com mais de 700 pessoas libertadas desde a captura de Nicolas Maduro e sua esposa pelas forças dos Estados Unidos no início de janeiro.

“As vítimas da prisão e da perseguição política podem ter certeza de que hoje sua voz foi ouvida claramente e sem ambiguidades, onde antes não era ouvida”, acrescentou o representante do Foro Penal. Por sua vez, a presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, Caryslia Rodríguez, que também participou da comissão, classificou o debate como "frutífero", reafirmando "(nosso) compromisso com a paz, (nosso) compromisso com o entendimento, com o amor, com a escuta de todos os setores, além de nossas diferenças, além das diferentes maneiras que podemos ter diante de um acontecimento".

Na última quinta-feira, foi aprovado o primeiro texto da lei de anistia que deve ser submetido a “duas discussões em dias diferentes”, conforme prevê a Constituição venezuelana. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou então a criação de uma comissão para realizar consultas sobre o projeto de lei, presidida pelo deputado Jorge Arreaza.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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