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MADRID 30 jan. (EUROPA PRESS) - A ONG venezuelana Foro Penal elevou nesta quinta-feira para mais de 700 o número de “presos políticos” libertados desde o início da última onda de libertações, em 8 de janeiro, embora tenha denunciado que ainda há mais de 11.000 pessoas com restrições “arbitrárias” à sua liberdade.
A organização confirmou que 711 pessoas foram libertadas desde a data mencionada até esta quarta-feira, 28 de janeiro, “incluindo um grupo de novos registros verificados pelo Foro Penal que não haviam sido relatados por seus familiares por diversos motivos, como o medo de represálias”.
O grupo inclui 617 homens e 94 mulheres, todos adultos, com exceção de um “adolescente”, indicou a ONG, que também registrou 65 estrangeiros entre os mais de 700 presos libertados. Além disso, um total de 530 dos libertados eram civis, enquanto os 181 restantes eram militares. Apenas 183 dos presos tinham uma condenação contra eles, acrescentou o Foro Penal.
A ONG, que afirmou ter prestado serviços a mais de 14.000 detidos posteriormente libertados, estimou em 18.824 as “detenções políticas” na Venezuela desde 2014 e denunciou que ainda há mais de 11.000 pessoas que se encontram “arbitrariamente sujeitas a medidas restritivas de sua liberdade”.
O presidente do Foro Penal, Alfredo Romero, explicou no início desta semana que a organização “apenas verifica casos de presos políticos”, pelo que o balanço pode variar em relação ao das autoridades venezuelanas. “Nem todos os libertados nem todos os detidos são ‘presos políticos’. Embora a privação arbitrária da liberdade por parte do poder seja uma violação dos direitos humanos, nem toda detenção tem um fim político”, explicou. Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, que assumiu o poder dias após a queda de seu antecessor, Nicolás Maduro, em uma intervenção militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro, prometeu um “número significativo” de libertações desses presos.
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