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MADRID, 10 mar. (EUROPA PRESS) -
As forças armadas israelenses entraram em mais duas cidades na província síria de Quneitra, no sudoeste do país, ampliando sua presença no que antes era uma zona desmilitarizada entre o território sírio e as áreas controladas por Israel.
Em particular, os militares israelenses entraram com tanques nas cidades de Jadida e Muallaqa, ambas em Quneitra, de acordo com a Syria TV.
No domingo, as forças israelenses entraram nas cidades de Ruwaihina e Rasm al Halabi, ocuparam a estrada Nabaa al Shaker e montaram um posto de controle militar permanente no centro da cidade de Majdulia.
Além disso, aeronaves israelenses identificaram voos de reconhecimento na cidade de Tafas, na província de Deraa, onde ocorreram manifestações em mesquitas e convocações para mobilização durante o fim de semana. Milicianos se reuniram na área em antecipação a uma possível escalada, informou o Observatório Sírio para Direitos Humanos.
VISITA DO CHEFE DO EXÉRCITO ISRAELENSE
No domingo, o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Major General Eyal Zamir, visitou o que Israel chama de "faixa de segurança" no território sírio para fazer uma "avaliação da situação", de acordo com uma declaração militar israelense.
O comunicado da IDF disse que, a partir de domingo, serão realizados testes para avaliar a prontidão, a disciplina e as rotinas operacionais das forças posicionadas na área.
Os tanques israelenses romperam a Linha Alfa que delimita o território ocupado por Israel do restante do território sírio no dia 7 de dezembro, poucas horas após a queda do regime de Bashar al-Assad, e penetraram na zona desmilitarizada patrulhada pela Força de Observação de Desengajamento das Nações Unidas (UNDOF) e, em alguns casos, até mesmo além dela, a menos de dez quilômetros da capital síria, Damasco.
As forças israelenses agora circulam livremente pela zona desmilitarizada acordada no cessar-fogo de 1974 entre Israel e a Síria, que Israel considera nula e sem efeito após a queda de al-Assad. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, explicou que a presença militar nessa zona é "indefinida".
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