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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
O procurador da equipe especial da Lava Jato do Ministério Público peruano, Germán Juárez Atoche, acusou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, de defender a corrupção ao permitir que a ex-primeira-dama Nadine Heredia, condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro, recebesse asilo.
Atoche disse que Lula "está criando impunidade" não apenas no Brasil, mas também "agora ele quer fazer isso no Peru" e acredita que somente com uma mudança de governo nesse país será possível extraditar Heredia, que há uma semana foi condenada por participar do financiamento ilegal do partido de seu marido, o ex-presidente Ollanta Humala, já preso, durante as campanhas de 2006 e 2011.
"Ele vai continuar apoiando esses condenados", disse ele sobre o presidente brasileiro, razão pela qual "seria mais viável quando o governo de Lula da Silva deixar o poder e logicamente ela terá que buscar asilo em outro país", disse ele no domingo em declarações à RPP.
O promotor explicou que o retorno de Heredia é apropriado, já que ela não é cidadã brasileira e, portanto, o Estado não é obrigado a conceder asilo.
O Brasil respondeu às críticas por ter concedido asilo diplomático a Heredia e seu filho menor de idade citando razões "humanitárias", já que o bem-estar de ambos estava em risco.
De acordo com a decisão, o Partido Nacionalista Peruano do ex-presidente Humala recebeu financiamento para suas campanhas presidenciais de 2006 e 2011 da Venezuela e das construtoras brasileiras OAS e Odebrecht, envolvidas em inúmeros casos de corrupção em toda a região.
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