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MADRID 11 set. (EUROPA PRESS) -
A Marinha do Equador anunciou nesta quinta-feira que localizou os dez tripulantes que procurava da embarcação “Don Rufo”, interceptada e afundada há dois dias pelo Exército dos Estados Unidos, alegando que a embarcação atuava como “estação flutuante de reabastecimento que prestava apoio a operações ilícitas de tráfico de drogas no mar do Pacífico Oriental”.
“Como resultado das ações de busca realizadas para determinar a situação dos dez tripulantes (...) da embarcação ‘Don Rufo’, foi possível localizá-los e recebê-los a bordo do BAE Atahualpa”, informou a autoridade militar em um comunicado.
Estes, acrescentou a Marinha andina, encontram-se a bordo da unidade naval e, após chegarem ao porto, darão continuidade aos “procedimentos correspondentes por parte das autoridades competentes, de acordo com a legislação vigente”.
“Esse resultado foi alcançado após as ações de busca e exploração aeromarítima desenvolvidas de forma contínua pela Marinha do Equador desde 8 de setembro, por meio da mobilização coordenada de recursos navais e aéreos”, destaca o texto militar, que informa, por sua vez, que os trabalhos voltados para “a segurança marítima e a salvaguarda da vida humana no mar” continuarão.
A bordo da embarcação, no momento de sua interceptação, encontravam-se um total de 16 pessoas, das quais dez — as localizadas hoje — “se afastaram do local da intervenção”, conforme explicou na ocasião a força andina.
A embarcação “Don Rufo” foi a sexta que, desde 28 de agosto, foi interceptada e afundada pelo Comando Sul do Exército dos Estados Unidos (SOUTHCOM, na sigla em inglês), alegando que ela estava ligada à quadrilha criminosa Los Choneros, a maior do Equador.
Essas operações têm estado, nos últimos dias, no centro das atenções da mídia, levando os veículos de comunicação a questionar o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre tais ações e sobre a possibilidade de pescadores não ligados ao tráfico de drogas terem morrido em consequência delas.
“Aqui ninguém tem a intenção de matar pescadores”, afirmou o alto funcionário em declarações à imprensa durante sua visita ao Equador, nas quais destacou que “o maior risco que existe” é que grupos criminosos “continuem operando” porque, ressaltou, “eles estão realmente matando”.
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