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MADRID 3 maio (EUROPA PRESS) -
A Polícia de Fronteiras israelense informou neste domingo que deteve, na última sexta-feira, 21 judeus radicais que pretendiam entrar na Esplanada das Mesquitas para realizar o sacrifício de uma cabra como ritual religioso da Páscoa judaica.
Os 21 foram detidos por perturbação da ordem pública ao tentarem forçar a passagem por um dos portões de acesso ao complexo religioso, segundo a imprensa israelense.
Os detidos foram levados ao Tribunal de Primeira Instância de Jerusalém, que ordenou sua libertação. Um recurso posterior apresentado pela polícia ao Tribunal Distrital de Jerusalém também rejeitou a prisão dos suspeitos.
O sacrifício era para o rito do Pesach Sheni, celebrado um mês após a Páscoa judaica para aqueles que não puderam realizar o sacrifício bíblico pascal na época.
A maioria dos praticantes do judaísmo rejeita esses sacrifícios, mas setores radicais e de extrema direita tentam todos os anos sacrificar carneiros ou cabras na Páscoa, apesar da proibição formal de realizar ritos religiosos nesse local disputado por muçulmanos e judeus.
A Esplanada das Mesquitas, coração religioso de Jerusalém Oriental, abriga a Mesquita de Al-Aqsa, terceiro lugar sagrado do Islã. A Esplanada se apoia em um de seus lados no Muro das Lamentações, último vestígio do Templo de Salomão, e um setor do judaísmo aspira reconstruir o templo às custas dos locais sagrados muçulmanos.
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