Wen Xinnian / Xinhua News / Europa Press / Contact
MADRID, 30 jul. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Revolucionária do Irã informou nesta quinta-feira que dois petroleiros tiveram que voltar atrás após um incêndio a bordo de um deles, quando ambos tentavam atravessar o Estreito de Ormuz por uma rota “insegura” localizada ao sul, com a ajuda dos Estados Unidos.
O incêndio ocorreu depois que os navios se desviaram da rota estabelecida pelo Irã, conforme informado pela Guarda Revolucionária em uma mensagem divulgada pelo Telegram, embora não tenha fornecido detalhes sobre o pavilhão ou a operadora dos navios, nem sobre a possibilidade de haver vítimas a bordo.
No entanto, a Guarda Revolucionária ressaltou que o Estreito de Ormuz é “território iraniano” e que, portanto, são suas forças que “mantêm o controle de toda a via marítima”. “Não será permitida a interferência de agentes estrangeiros vindos de milhares de quilômetros de distância”, afirmou.
Nesse sentido, ele sugeriu que o “agressor” poderia ser “punido” ainda nesta quinta-feira, em declarações que deixam entrever a possibilidade de novos ataques contra instalações e interesses norte-americanos na região.
As autoridades iranianas sinalizaram que o estreito permanecerá fechado “enquanto continuarem as ameaças e a retórica provocativa” dos Estados Unidos, país que voltaram a acusar de tentar “interferir” nas atividades navais da região. “Suas ações só vão piorar a situação”, lamentou.
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