Publicado 13/03/2026 08:02

Foi registrada uma explosão em Teerã em meio às manifestações em massa no Irã pelo Dia de Jerusalém

TEERÃ, 11 de março de 2026 — O funeral dos comandantes militares iranianos de alto escalão mortos durante os ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã é realizado em Teerã, Irã, em 11 de março de 2026.
Europa Press/Contacto/Sha Dati

MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) - A capital do Irã, Teerã, foi palco nesta sexta-feira de uma explosão em meio às manifestações em massa que estão ocorrendo no âmbito da comemoração do Dia de Jerusalém, em meio à ofensiva desencadeada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.

Vários vídeos publicados pela rede de televisão pública iraniana, IRIB, mostram grandes colunas de fumaça perto da rua Enquelab, bem como pessoas voltadas para o local da explosão entoando slogans como “Deus é o maior”, “Morte a Israel” e “Morte aos Estados Unidos”.

Por enquanto, desconhece-se as causas das explosões e se há vítimas entre os participantes das marchas, entre os quais se encontram o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Alí Lariyani, e o chefe do aparato judicial iraniano, Golamhosein Mohseni Ejei.

O Exército de Israel ainda não se pronunciou sobre possíveis bombardeios, horas depois de afirmar que havia lançado uma nova onda de ataques contra a “infraestrutura do regime terrorista iraniano” em Teerã, Shiraz e Ahvaz.

O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Jamenei, pediu na quinta-feira, em sua primeira mensagem pública após sua nomeação — após o assassinato de seu pai, o aiatolá Ali Jamenei, no início da referida ofensiva — uma participação maciça nas marchas pelo Dia de Jerusalém, que é celebrado mundialmente e que, há anos, é um evento realizado na última sexta-feira do Ramadã em apoio ao povo palestino.

Este evento anual foi instituído no Irã após a ascensão ao poder do aiatolá Ruholá Khomeini, após o sucesso da Revolução Islâmica de 1979, e tem como objetivo declarado demonstrar solidariedade com os palestinos e rejeição ao sionismo e à ocupação de Jerusalém Oriental, onde se encontra a Esplanada das Mesquitas, que abriga a mesquita de Al Aqsa. A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel deixou até o momento mais de 1.200 mortos no Irã, segundo dados publicados pelas autoridades do país asiático. Entre os mortos, além do líder supremo, estão vários ministros e altos cargos do Exército iraniano, que respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e interesses americanos em países do Oriente Médio, incluindo bases militares.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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