Publicado 08/07/2026 05:09

Foi preso em Madri um golpista que há 10 anos vendia cursos online falsos, criptomoedas e produtos de IA

Archivo - Arquivo - Carros da Polícia Nacional.
POLICÍA NACIONAL - Arquivo

MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -

Agentes da Polícia Nacional prenderam em Madri um homem acusado de ter desenvolvido, ao longo de dez anos, uma infraestrutura criminosa digital com a qual supostamente fraudou clientes por meio da venda de cursos on-line, investimentos em criptomoedas e, mais recentemente, produtos relacionados à Inteligência Artificial (IA), utilizando empresas fictícias e propaganda enganosa.

O suspeito oferecia cursos de capacitação por meio de diversas plataformas digitais vinculadas a empresas registradas em seu nome, embora estas não tivessem atividade real. Além disso, prometia títulos oficiais sem contar com o respaldo de nenhuma instituição nem acordos que os endossassem, conforme informou a Comandância Superior da Polícia de Madri em um comunicado.

As investigações tiveram início após várias denúncias de pessoas prejudicadas que afirmavam ter pago por cursos on-line que, na verdade, eram elaborados com material obtido sem a autorização de seus criadores e que o agora detido comercializava como conteúdo exclusivo e “premium”.

Os policiais afirmam que o suspeito foi adaptando sua atividade criminosa às novas tendências tecnológicas e sociais, passando da venda fraudulenta de cursos on-line para a comercialização de produtos de IA com campanhas publicitárias que conseguiam atrair um grande número de clientes.

GOLPES COM CRIPTOMOEDAS

A investigação também permitiu vincular o detido a uma plataforma de câmbio de moedas e criptomoedas que operou entre 2019 e 2021. Segundo a Polícia, a plataforma oferecia transações com comissões de 0% para a aquisição de ativos digitais por meio de cartões de crédito e outros métodos de pagamento.

Quando os usuários tentavam recuperar o dinheiro investido, as transações eram bloqueadas e lhes era exigido o pagamento de novos valores sob pretextos como taxas de verificação, impostos ou comissões de rede. Após pagar esses valores, os clientes tinham suas contas bloqueadas ou deixavam de receber respostas, perdendo tanto o investimento inicial quanto o dinheiro adicional.

Além disso, também lhe atribuem o uso ilícito de logotipos, nomes e marcas de bancos, universidades, empresas privadas e órgãos oficiais para gerar confiança entre os clientes; ao mesmo tempo, elaborava contratos falsos de prestação de serviços e políticas de devolução, o que constitui fraude por propaganda enganosa.

Por todos esses fatos, ele foi detido no último dia 8 de junho como suposto responsável por crimes de estelão, violação da propriedade intelectual e industrial, propaganda enganosa, fraude contra os consumidores e falsidade em documento comercial ou privado, sendo posteriormente encaminhado à justiça.

A Polícia Nacional lembrou que o mesmo indivíduo já havia sido detido no mês de maio passado, em outra investigação distinta. Naquela ocasião, ele havia se apropriado de uma empresa, chegando a assumir o controle do site e impedindo o proprietário de acessá-lo, causando um prejuízo econômico de mais de 50.000 euros.

Na ocasião, ele foi preso como suposto autor de crimes de fraude, danos informáticos, apropriação indébita e crimes contra o mercado e os consumidores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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