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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã executaram nesta terça-feira um homem condenado por seu papel no incêndio criminoso de uma mesquita durante os protestos que eclodiram no final de dezembro de 2025 devido à crise econômica, os quais posteriormente se transformaram em mobilizações antigovernamentais que Teerã afirmou estarem infiltradas por “terroristas” apoiados pelos Estados Unidos e por Israel.
O homem, identificado como Amiralí Miryafari, foi enforcado após sua sentença ter sido confirmada pela Suprema Corte, conforme informou a emissora de televisão pública iraniana, IRIB. O suspeito foi condenado por incendiar a mesquita de Qolhaq, em Teerã, e por ser “líder de uma rede” com ligações com a Mossad, os serviços de inteligência de Israel.
O Irã, que confirmou mais de 3.100 mortos nos protestos, entre eles 600 “terroristas”, bem como 2.427 civis e agentes das forças de segurança, segundo dados do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, responsabilizou forças externas por alimentar a violência nas manifestações com o objetivo de justificar uma possível intervenção dos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou em várias ocasiões lançar uma ofensiva contra o Irã pela repressão aos protestos e, embora tenha iniciado um novo processo de negociações com Teerã para chegar a um acordo nuclear, acabou por empreender uma ofensiva conjunta com Israel a partir de 28 de fevereiro, com um cessar-fogo em vigor neste momento.
O próprio Trump reconheceu, em 5 de abril, que seu governo enviou armas aos manifestantes durante os protestos na esperança de fomentar uma revolta contra as autoridades. “Um monte de armas que enviamos através dos curdos”, disse ele, antes de afirmar que suspeita que os destinatários do armamento “ficaram com as armas”.
Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqaei, destacou que essas palavras de Trump o implicam no “derramamento de sangue” durante os protestos e sua repressão posterior, antes de ressaltar que isso também representa um aval à versão oficial sobre o envolvimento de pessoas armadas nas mobilizações.
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