Publicado 13/08/2026 04:14

Foi desmantelada uma organização criminosa dedicada ao tráfico de mulheres para fins de exploração sexual

Archivo - Arquivo - Imagem de um carro da Polícia Nacional
POLICÍA NACIONAL - Arquivo

LA LÍNEA DE LA CONCEPCIÓN (CÁDIZ), 13 (EUROPA PRESS)

A Polícia Nacional desmantelou em La Línea de la Concepción (Cádiz) uma organização criminosa supostamente dedicada ao tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, no âmbito de uma investigação iniciada no ano de 2024.

Como resultado da operação, foram detidas 12 pessoas como supostas responsáveis pelos crimes de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, facilitação da imigração irregular, prostituição coercitiva, pertencimento a grupo criminoso e outros crimes relacionados, conforme informou a Polícia em um comunicado

Além disso, foram realizadas 13 buscas domiciliares, nas quais os policiais apreenderam abundante material de interesse para o esclarecimento dos fatos e a determinação das responsabilidades dos investigados.

Durante o desenrolar da operação, os agentes localizaram e libertaram 12 mulheres, consideradas vítimas de exploração sexual, e as investigações permitiram constatar a existência de uma estrutura organizada que supostamente se dedicava ao recrutamento de mulheres estrangeiras em situação de especial vulnerabilidade, utilizando falsas promessas de emprego relacionadas ao exercício da prostituição.

Assim que aceitavam as condições oferecidas, as mulheres eram transportadas e alojadas em diferentes imóveis, onde se iniciava um sistema de exploração baseado no controle permanente de suas atividades.

CONTROLE PERMANENTE DAS VÍTIMAS

Segundo a Polícia, a organização teria se aproveitado da situação de necessidade econômica e administrativa das vítimas, muitas delas em situação irregular, para, por meio de pressão, dificultar qualquer tentativa de abandonar a atividade ou denunciar os fatos.

Os investigadores detectaram um sistema de vigilância e controle constante, por meio do qual se limitavam os movimentos das mulheres, se estabeleciam seus horários, se selecionavam os clientes e se gerenciava toda a atividade desenvolvida. As vítimas “permaneciam supostamente submetidas a um controle rigoroso por meio de ameaças e intimidações, bem como por meio de uma situação de dependência econômica gerada pelo pagamento contínuo de aluguéis, comissões e outras despesas impostas pelos responsáveis pela organização”, acrescentou a polícia.

As investigações revelaram igualmente que as mulheres residiam nos mesmos imóveis onde eram exploradas sexualmente, permanecendo isoladas e sob supervisão contínua, ao mesmo tempo em que os investigadores detectaram indícios compatíveis com situações de exploração e coação, bem como diversos mecanismos destinados a impedir que as vítimas pudessem abandonar o ambiente controlado pela organização.

EMPRESA EM GIBRALTAR

A investigação permitiu determinar que os imóveis utilizados para a realização da atividade investigada eram de propriedade de uma empresa com sede em Gibraltar, a partir da qual era administrada a titularidade das moradias supostamente utilizadas pela organização.

Além disso, os investigadores conseguiram comprovar a existência de uma divisão de funções entre os membros do grupo, que assumiam diferentes responsabilidades relacionadas ao recrutamento de mulheres, à gestão dos imóveis, ao controle das vítimas, à organização dos serviços, à segurança dos apartamentos e à obtenção dos lucros decorrentes da exploração sexual.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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