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MADRID 23 set. (EUROPA PRESS) -
A Flotilha Global Sumud, que se dirige a Gaza, rejeitou a proposta de Israel de transferir ajuda para eles e observou que essa é "uma prática recorrente" para obstruir e atrasar a entrega de ajuda humanitária, ao mesmo tempo em que advertiu sobre possíveis represálias contra a embarcação por se recusar.
Para a flotilha, a proposta de atracar e transferir a carga do porto de Ascalon, em Israel, não é uma solicitação neutra, mas uma estratégia para "obstruir deliberadamente" a entrega da ajuda.
"O histórico de Israel de interceptar navios, bloquear comboios e restringir rotas demonstra que sua intenção não é facilitar a ajuda humanitária, mas controlá-la, atrasá-la e negá-la", alertou a flotilha em um comunicado.
Nesse sentido, lembrou que, desde maio de 2025, Israel só permitiu a entrada de uma média de 70 caminhões por dia em Gaza, quando as agências da ONU estimam que são necessários entre 500 e 600 para atender às demandas básicas da população de Gaza diariamente.
Também alertou que Israel está "preparando o terreno" para uma resposta violenta contra suas equipes, que estão "agindo legalmente para fornecer ajuda", ao apresentar "uma missão humanitária pacífica como uma 'violação da lei'".
A flotilha pediu à comunidade internacional que não considerasse as indicações de Israel como meras instruções operacionais, pois elas representam a continuação do bloqueio, que, segundo os investigadores da ONU, "faz parte do genocídio em curso em Gaza".
Por sua vez, Israel acredita que a recusa da flotilha reflete que sua missão não é ajudar o povo de Gaza, mas "servir ao Hamas" e advertiu que, se persistir em seu pensamento, tomará "as medidas necessárias para impedir sua entrada na zona de combate e para impedir qualquer violação do bloqueio naval".
Israel prometeu tomar essas medidas "enquanto faz todos os esforços para garantir a segurança de seus passageiros".
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