Lorena Sopêna - Europa Press - Arquivo
Anuncia ações judiciais na Turquia, Polônia, Marrocos, Itália, Indonésia, Espanha e França
MADRID, 21 maio (EUROPA PRESS) -
A Global Sumud Flotilla denunciou nesta quinta-feira agressões sexuais contra ativistas detidos pelas autoridades de Israel, bem como dezenas de feridos, após a interceptação de uma dezena de embarcações da última frota humanitária em águas internacionais no mar Mediterrâneo, quando tentavam chegar às costas de Gaza.
Em uma coletiva de imprensa virtual, o porta-voz da organização, Bader Alnoaimi, detalhou a situação em que se encontram os ativistas, após indicar que as informações no local apontam para “violência física e sexual generalizada e sistemática” exercida por Israel contra os participantes da frota.
“Foram registradas múltiplas lesões, algumas delas graves o suficiente para exigir hospitalização, e também sabemos, desde o momento da interceptação, que pelo menos três participantes ficaram feridos em consequência do uso de armas não letais disparadas contra suas embarcações durante a interceptação”, indicou.
A Global Sumud Flotilla denunciou assim a abordagem de Israel para o “sequestro” dos ativistas, ressaltando que, nessa operação, seis embarcações foram atingidas por tiros israelenses e uma delas foi abalroada por um navio militar.
Como próximos passos, Alnoaimi afirmou que a organização iniciou processos judiciais em vários países, incluindo Turquia, Polônia, Marrocos, Itália, Indonésia, Espanha e França, país este em que o processo visa denunciar “a cumplicidade e a inação” do Estado francês em proteger seus cidadãos que integravam a frota.
Conforme ele afirmou, o processo legal também busca a responsabilização de sete agentes já identificados da prisão de Ktziot, para onde os ativistas internacionais foram levados. A Global Sumud Flotilla enfatizou que eles são “responsáveis por crimes” e que foram apresentadas denúncias, nos países correspondentes, “para exigir mandados de prisão contra essas pessoas”.
"Temos mais de 30 equipes em 30 países diferentes, e isso nos dá a oportunidade de garantir que possamos buscar responsabilização em nível nacional em qualquer país, e também possamos buscar responsabilização em nível internacional e em instituições internacionais como a Corte Internacional de Justiça ou tribunais regionais como o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos ou o Tribunal Africano dos Direitos Humanos", explicou.
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