O coordenador da iniciativa pede que se passe de declarações a ações concretas para "deter o genocídio" de Israel.
MADRID, 24 set. (EUROPA PRESS) -
O coordenador da Flotilha Global Sumud, Saif Abukeshek, pediu nesta quarta-feira aos vários governos que forneçam "proteção diplomática" e medidas de segurança para seus navios a caminho de Gaza e aconselhou a não esperar pelas vítimas antes de agir.
Foi o que ele disse na quarta-feira no Congresso, depois de se reunir com membros do Intergrupo Palestino, do qual participam parlamentares de todos os grupos, exceto PP e Vox.
Como ele explicou, entre terça e quarta-feira houve mais de 11 ataques de drones contra os navios da flotilha que navegam no Mediterrâneo e ele pediu proteção física para as pessoas na flotilha, já que "não está cometendo nada ilegal", pois está navegando "em águas internacionais" e transportando ajuda humanitária "verificada por representantes públicos da sociedade".
REUNIÃO COM O MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES
Abukeshek também confirmou que foram iniciados contatos com o Ministério das Relações Exteriores e que uma reunião está pendente. Entre as medidas imediatas, ele sugeriu "uma presença diplomática como observador para que possa proteger ou pelo menos garantir que Israel não cometa nenhum crime".
O coordenador também agradeceu os esforços diplomáticos, mas lembrou que, após a declaração assinada por 15 países, houve o primeiro "aviso real" de Israel com um ataque de drones aos navios "enquanto as pessoas estão dentro".
"O mais importante de tudo é que todas as mobilizações populares e da sociedade civil, dos governos e dos políticos estão ficando onde deveriam estar: no impedimento do genocídio, na imposição de sanções ao governo israelense e, finalmente, facilitando para que não sejamos testemunhas e cúmplices de um genocídio que estamos vivendo há 22 meses", afirmou.
O objetivo da flotilha, reiterou ele, é "romper o bloqueio, acabar com o genocídio e abrir um corredor de ajuda humanitária", e ele acredita que é essencial que os Estados adotem "medidas concretas e não declarações" e que as resoluções internacionais e declarações de apoio à Palestina se transformem em ações para "acabar com o genocídio".
Em sua opinião, a sociedade civil continuará a organizar missões marítimas "enquanto os governos não agirem", pois Israel "declara unilateralmente que não vai parar seu genocídio" e que continuará com invasões de terra e deslocamentos populacionais "não apenas na Faixa de Gaza, mas também na Cisjordânia, anexando grande parte" desse território.
É ISRAEL QUE COMETE ILEGALIDADES
O ativista palestino insistiu em responsabilizar a comunidade internacional pelo que está acontecendo em Gaza: "Até que se tornem fatos, a responsabilidade por qualquer coisa que possa acontecer daqui a uma semana e a responsabilidade pela continuação do genocídio é dos governos que fazem parte da comunidade internacional e que permanecem cúmplices e silenciosos".
"Quem está cometendo a parte ilegal nesse contexto é o governo de Israel", proclamou ele, pedindo um embargo total de armas e lembrando que "interceptações passadas aconteceram em águas internacionais com um governo que viola a lei internacional".
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