Publicado 22/07/2026 10:53

Flávio Bolsonaro segue os passos do pai e reúne diplomatas estrangeiros para questionar o sistema eleitoral

10 de julho de 2026, Fortaleza, Ceará, Brasil: Fortaleza (CE), 10/07/2026 - Política/Eleições/Flavio Bolsonaro - O senador e pré-candidato à presidência da República, Flavio Bolsonaro (PL), visita a cidade de Fortaleza nesta sexta-feira, 10 de julho de 20
Europa Press/Contacto/Lc Moreira

MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -

O pré-candidato às eleições no Brasil, Flávio Bolsonaro, seguiu os passos de seu pai e reuniu em Brasília dezenas de diplomatas e representantes estrangeiros para questionar a credibilidade do sistema eleitoral, assim como fez seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, antes de sua derrota nas urnas em 2022.

Flávio afirmou durante o encontro que “muitas” das urnas eletrônicas utilizadas no Brasil foram fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic, denunciada pelas autoridades americanas por seu envolvimento em uma suposta fraude eleitoral ocorrida em 2012 na Venezuela.

“Não vou entrar em mais detalhes, mas que fique registrado que muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras são dessa mesma empresa”, disse Flávio Bolsonaro no evento privado realizado nesta terça-feira, que reuniu cerca de 50 representantes estrangeiros.

“O que peço a todos (...) é que todos os países enviem o maior número possível de observadores para nossas eleições (...) e também pessoas que conheçam essa tecnologia e saibam como o Brasil pode ter eleições mais seguras e transparentes”, apelou o pré-candidato perante o grupo de diplomatas.

No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se pronunciou para desmentir essas afirmações e negou que as urnas eletrônicas às quais se refere o filho mais velho do ex-presidente brasileiro tenham sido fabricadas por essa empresa.

“As mensagens que circulam nas redes sociais afirmando que a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou software para essas urnas no Brasil são falsas”, esclareceu o TSE, que ressaltou que é o próprio tribunal que se encarrega de conceber e gerenciar o sistema eleitoral brasileiro.

“O TSE reitera que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, nem participou da programação desses dispositivos”, acrescentou em comunicado divulgado em 2020, mas atualizado neste mês de julho após o ressurgimento dessas notícias falsas.

Essa reunião com diplomatas estrangeiros lembra aquela que Jair Bolsonaro, quando era presidente do Brasil, organizou pouco antes das eleições de 2022 no Palácio do Planalto com um amplo grupo de representantes estrangeiros para fazê-los acreditar que as eleições de seu país estavam em perigo.

Essa reunião resultou em uma inelegibilidade de oito anos para concorrer a futuras eleições, depois que o TSE o considerou culpado de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação públicos, uma vez que aquele encontro foi transmitido pela televisão estatal e por suas redes sociais.

MOMENTO DECISIVO DA CANDIDATURA

Essas declarações de Flávio surgem em um momento crucial de sua candidatura, ainda à espera de indicar um vice proveniente de formações políticas aliadas, já que o filho de Bolsonaro está enfrentando dificuldades para ampliar seu apoio além do que lhe é oferecido pelo Partido Liberal (PL).

Sua campanha, no entanto, já vinha sendo abalada por outras crises, como o caso do banqueiro Daniel Vorcaro — preso recentemente sob acusações de fraude —, a quem ele pediu dinheiro para financiar um filme sobre seu pai; e o desentendimento público que mantém com sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que denunciou ter se sentido menosprezada politicamente e humilhada por Flávio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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