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MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
O candidato à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que inclua na lista de grupos terroristas as duas maiores organizações criminosas do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), o que acarreta novas implicações legais na luta contra essas entidades do crime organizado.
“Insisti veementemente com o presidente Trump para que designasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras o mais rápido possível”, relatou Bolsonaro sobre seu encontro com Trump nesta terça-feira na Casa Branca.
O governo de Lula teme que essas duas organizações criminosas passem a integrar a lista de grupos terroristas dos Estados Unidos, pois considera que isso abriria caminho para a possibilidade de aquele país, sob o argumento de ameaças à sua segurança nacional, intervir militarmente no Brasil.
Uma preocupação que já foi levantada por outros países onde atuam grupos com essas características, como é o caso do México com os cartéis de drogas.
O filho do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro revelou que, além de questões de segurança, conversou com Trump sobre sua possível vitória nas eleições de outubro de 2026, bem como sobre tarifas e terras raras, das quais o Brasil possui a segunda maior reserva do mundo, informa o portal G1.
Flávio Bolsonaro chegou a Washington em uma viagem organizada por seu irmão, Eduardo, autoexilado nos Estados Unidos e indiciado no Brasil por tentar, a partir daquele país, obstruir o processo por golpe de Estado contra seu pai, condenado a 27 anos de prisão, mas atualmente em prisão domiciliar por motivos de saúde.
Segundo ele explicou, Trump se preocupou com o estado de saúde de Bolsonaro, que no final de março, após várias internações, foi transferido para sua residência em Brasília para cumprir prisão domiciliar por pelo menos 90 dias.
De acordo com as pesquisas, o presidente Lula venceria no primeiro turno com cerca de 40% dos votos contra 31% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, a diferença entre os dois seria menor, embora o líder da esquerda brasileira tivesse vantagem.
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