Publicado 31/07/2026 07:47

Flávio Bolsonaro afirma que seu pai não sabia da existência do vídeo feito com IA e defende seu uso: “Não tem nada de errado nisso”

25 de julho de 2026: O senador Flavio Bolsonaro assiste a um vídeo digital gerado por IA, criado para simular uma declaração política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que continua em prisão domiciliar, durante um evento do Partido Liberal (PL)
Europa Press/Contacto/Paulo Lopes

MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -

Flávio Bolsonato, candidato às próximas eleições de outubro, afirmou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não tinha conhecimento do vídeo criado com inteligência artificial no qual sua imagem foi utilizada — o que poderia fazer com que ele perdesse a prisão domiciliar e voltasse para a prisão — e defendeu que as normas eleitorais não foram violadas: “Não há absolutamente nada de errado nisso”, argumentou.

Para Flávio Bolsonaro, é “óbvio” que seu pai “não fazia a menor ideia de que iria exibir um vídeo de si mesmo criado com inteligência artificial” e que “obviamente” ele e sua equipe de campanha analisaram as repercussões legais que a divulgação dessas imagens poderia ter “e não há absolutamente nada de errado nisso”.

“Isso é proibido sempre que houver a intenção de enganar, de confundir quem estiver assistindo a esse vídeo com IA”, argumentou o filho do ex-presidente, que lembra como as imagens começam com um falso Bolsonaro dizendo: “Este não sou eu. Estou preso injustamente, acusado de coisas que não cometi. Este vídeo foi criado com inteligência artificial”.

“Ele avisa para que não reste dúvida de que o vídeo foi feito com IA”, destacou em uma mensagem divulgada nas redes sociais, depois que o Supremo Tribunal Federal o instou a explicar se aquelas imagens foram divulgadas com o conhecimento de Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena de prisão por golpe de Estado, mas está em prisão domiciliar por motivos de saúde.

Caso o ex-presidente estivesse ciente disso, poderia estar infringindo as medidas cautelares que lhe foram impostas em troca de poder continuar cumprindo a pena em sua residência. “Isso constituiria uma nova e grave transgressão”, afirmou o juiz do Supremo e responsável pelo inquérito do caso, Alexandre de Moraes.

Bolsonaro tem seus direitos políticos suspensos após ter sido condenado a mais de 27 anos de prisão por crimes de rebelião durante a tentativa de golpe de Estado de 2022 e está proibido, inclusive por meio de terceiros, de usar redes sociais, em um contexto em que não é a primeira vez que ele desrespeita as medidas cautelares.

Além disso, as autoridades eleitorais também analisam se isso viola a legislação, já que o uso de “deep fakes” para fins eleitorais não é permitido. Anteriormente, De Moraes já havia punido Flávio Bolsonaro com 90 dias de proibição de visitar seu pai por divulgar uma carta do ex-presidente brasileiro na qual o elogiava como porta-voz e melhor candidato para estas eleições.

As restrições também se estenderam a todas as visitas com fins políticos e eleitorais, além de outras restrições de 30 dias a qualquer pessoa, seja por qualquer motivo, com exceção de profissionais de saúde e advogados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado