Bai Xuefei / Xinhua News / Europa Press / Contacto
MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
A Federação Internacional de Jornalistas (FIP) denunciou que as autoridades dos EUA, um dos três países anfitriões da Copa do Mundo de futebol que começou na última quinta-feira, têm protagonizado episódios de obstrução ao trabalho dos jornalistas que cobrem o evento.
Por exemplo, a FIP lamenta que, durante a jornada inaugural, a jornalista brasileira Karine Alves tenha denunciado ter recebido “tratamento discriminatório” nos controles de imigração dos EUA ao entrar no país para cobrir a Copa do Mundo.
Durante uma participação no programa de televisão Bom dia, Alves contou que agentes de imigração a retiraram da fila normal de imigração e a revistaram de cima a baixo. Alves denunciou que, pelas informações que ela tem, “essas medidas foram aplicadas apenas às pessoas negras que entravam no país”.
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) condenou o incidente e pediu que sejam tomadas medidas contra qualquer limitação ou restrição ao trabalho jornalístico durante a Copa do Mundo.
A FIP, por sua vez, alertou sobre ameaças à liberdade de imprensa, restrições de visto a jornalistas e sexismo e discriminação que afetam os profissionais da mídia que cobrem o torneio; e reitera que os profissionais da mídia devem poder informar sem obstáculos.
A presidente da FIP, Zuliana Lainez, alertou que a organização está acompanhando de perto qualquer violação dos direitos dos jornalistas e profissionais da mídia durante a Copa do Mundo.
“Todos os profissionais da mídia têm o direito de realizar seu trabalho em condições de segurança, dignidade e igualdade, livres de qualquer forma de discriminação por motivos de raça, gênero ou origem nacional”, afirmou.
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