Publicado 24/08/2026 16:53

A FINUL relembra que qualquer presença militar israelense ao norte da Linha Azul é ilegal

Israel continua com os bombardeios e as demolições, apesar do cessar-fogo em vigor

Archivo - Arquivo - Militares da FINUL no sul do Líbano (arquivo)
FINUL - Arquivo

MADRID, 24 ago. (EUROPA PRESS) -

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) alertou nesta segunda-feira que qualquer tipo de presença militar israelense ao norte da Linha Azul, que marca a fronteira, constitui uma violação dos termos da Resolução 1701 e, portanto, é ilegal.

“Qualquer presença militar israelense ao norte da Linha Azul constitui uma violação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, e a FINUL irá monitorá-la e denunciá-la”, destacou a missão da ONU em um comunicado.

A UNIFIL rejeita, assim, as zonas e posições israelenses mantidas em solo libanês. “Muito se tem falado de linhas, zonas e outros termos relativos ao sul do Líbano. Para as Nações Unidas e para a UNIFIL, há apenas uma linha relevante: a Linha Azul”, argumentou.

A UNIFIL lembra que a Linha Azul foi estabelecida em 2000 como “linha de retirada” das forças israelenses para que estas saíssem do território libanês. “A UNIFIL supervisiona a Linha Azul e informa sobre os acontecimentos de acordo com seu mandato”, acrescentou.

Além disso, destacou que “os ‘capacetes azuis’ também monitoram e informam sobre as atividades relevantes de atores armados não estatais dentro da zona de operações da missão”, em referência às milícias do Hezbollah.

Enquanto isso, as ações militares israelenses em solo libanês continuam, apesar do cessar-fogo em vigor, como o bombardeio das localidades de Mansuri (Tiro), Taibé e Hula (Marjayún), aparentemente sem causar vítimas.

Além disso, as forças israelenses lançaram uma bomba de atordoamento contra uma equipe de resgate em Dohat Kfar Remán e realizaram bombardeios. Também ocorreram demolições de residências em Zautar el Charkiyé (Nabatiyé), Hula e Meis al Yabal (Marjayún), além de bombardeios com munição de fósforo, proibida pelo direito internacional.

Israel parece estar intensificando as demolições de edifícios e estradas no lado libanês da fronteira, com atividade de escavadeiras em Haris e Hadaza (Bint Yebeil). Nessa mesma zona, ocorreram explosões de drones suicidas e ataques de artilharia em locais como Wadi Sluqi.

Em Meis el Yabal (Marjayún), as escavadeiras israelenses derrubaram algumas salas de aula improvisadas recém-construídas com apoio iraquiano. E em Jiam, também no distrito de Marjayún, incendiaram várias casas.

Enquanto isso, continuam os trabalhos de remoção de escombros e foram recuperados dois corpos em Dohat Kefarremán, no distrito de Nabatiyé, soterrados no domingo após o ataque de um drone israelense. Os falecidos foram identificados como Hasán Choker e Ahmad Rumani.

DESLOCADOS PELA OFENSIVA ISRAELENSE

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, recebeu nesta segunda-feira, em Beirute, uma delegação da localidade fronteiriça de Dhaira, evacuada devido à ofensiva israelense, e destacou que continuam trabalhando para garantir a retirada total de Israel e a criação das condições necessárias para o retorno da população à região.

“O Estado não abandonará os habitantes de Dhaira nem outros residentes do sul diante das consequências do deslocamento”, afirmou.

“Estamos analisando diferentes opções para resolver o problema da moradia, incluindo o reembolso do aluguel às famílias deslocadas”, explicou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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