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MADRID 4 fev. (EUROPA PRESS) -
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) acusou Israel, nesta terça-feira, de ter utilizado um drone para se aproximar “agressivamente”, juntamente com outro drone, de uma patrulha perto de Kafer Kela, no sudoeste do país, e de ter lançado uma granada de atordoamento contra os militares da ONU, embora nenhum deles tenha ficado ferido.
“Esta manhã, as forças de paz que realizavam uma patrulha de rotina perto de Kafer Kela observaram dois drones sobrevoando agressivamente. As forças de paz puderam ver que um dos drones transportava um objeto não identificado e avaliaram que ele havia entrado em um alcance que constituía uma ameaça imediata à segurança das forças de paz”, relatou em um comunicado.
Nessa situação, os militares tomaram “medidas defensivas”, diante das quais o drone “lançou uma granada atordoante que explodiu a cerca de 50 metros das forças de paz antes de voar para território israelense”, descreveu a missão, que indicou que, “felizmente, ninguém ficou ferido e a patrulha continuou” seu trabalho.
“As forças de paz consideram que o drone pertencia às Forças de Defesa de Israel (FDI) e cruzou a ‘Linha Azul’ — a fronteira traçada há 25 anos pela ONU entre os dois países —, violando a resolução 1701 do Conselho de Segurança”, diz o texto, que também acusa os militares israelenses de violar o Direito Internacional com essa ação e de “colocar em risco os esforços para reconstruir a estabilidade ao longo da Linha Azul”.
Diante desses fatos, a FINUL, que destacou que “esse uso de drones armados é inaceitável”, reiterou às FDI “sua obrigação de respeitar a Linha Azul, garantir a segurança das forças de paz e cessar os ataques contra elas ou em suas imediações”, uma mensagem também repetida, horas depois, em coletiva de imprensa, por Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
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