Europa Press/Contacto/Daniel Carde
MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) denunciou nesta quarta-feira que um comboio que transportava “capacetes azuis”, civis e contratados essenciais foi retido pelo Exército de Israel em seu trajeto de Beirute para a localidade de Naqura, e manifestou sua “preocupação” com o fato de que os “suprimentos possam não chegar a tempo” por esse motivo.
“Ontem à tarde, um comboio de rotina que transportava militares e civis em missões de paz, juntamente com contratados essenciais, de Beirute até os escritórios da FINUL, foi detido pelo Exército de Israel a poucos quilômetros de chegar a Naqura”, explica o comunicado.
A UNIFIL lembrou que “não se trata de um caso isolado” e denuncia a imposição de “barreiras estratégicas” que dificultam o trânsito de suprimentos e de pessoal humanitário. “Preocupa-nos que essas ações possam afetar a entrega de material humanitário básico, como água, alimentos ou combustível”, explica a missão no comunicado.
Dessa forma, a UNIFIL alerta que as ações do Exército israelense, por meio de suas restrições, estão violando a Resolução 1701 da ONU, que “limita a capacidade dos cascos azuis de realizar suas operações no território”.
Por sua vez, a missão da ONU insta Israel a “cumprir o acordado” e “garantir a segurança de todos os ‘capacetes azuis’” que operam no território, além de proporcionar a “liberdade de movimento de todos os comboios humanitários”.
A FINUL DENUNCIA QUE NÃO SE TRATA DE UM CASO ISOLADO
Sobre a dificuldade da FINUL em operar no território libanês devido às restrições do Exército de Israel, mais de 60 países, incluindo a Espanha, condenaram na última quinta-feira “os ataques persistentes” contra a organização, denunciando expressamente os recentes ataques que custaram a vida a três cascos azuis indonésios, explicava o comunicado.
Da mesma forma, as tensões entre a Espanha e Israel dispararam há uma semana, depois que o Exército israelense deteve por uma hora um "capacete azul" espanhol destacado no âmbito da FINUL. O militar espanhol foi libertado “em menos de uma hora”, segundo a ministra da Defesa, Margarita Robles, após a Espanha ter transmitido seu “mais veemente protesto” tanto à ONU quanto ao Estado de Israel.
Em outro incidente, um veículo italiano que fazia parte de um comboio da UNIFIL, com pessoal da missão a bordo, foi danificado por tiros “de advertência” do Exército israelense.
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