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Helsinque enfatiza que esse processo "é o esforço internacional mais significativo dos últimos anos" para uma paz negociada.
MADRID, 5 set. (EUROPA PRESS) -
O governo finlandês anunciou na sexta-feira que se unirá a uma declaração internacional de apoio a uma resolução pacífica do conflito israelense-palestino e à implementação da solução de dois Estados, após a cúpula co-presidida em julho pela França e pela Arábia Saudita, embora Helsinque ainda não tenha dado o passo de reconhecer oficialmente o Estado da Palestina.
"Decidi hoje que a Finlândia se juntará à Declaração de Nova York sobre uma solução pacífica para a questão da Palestina e a implementação da solução de dois Estados, preparada pela França e pela Arábia Saudita", disse a ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, em uma declaração em sua conta de rede social, X.
Ela disse que "o processo liderado pela França e pela Arábia Saudita é o esforço internacional mais significativo dos últimos anos para criar as condições para uma solução de dois Estados", antes de afirmar que "é consistente" com a posição de Helsinque sobre esse assunto e lembrar que "uma parte significativa dos parceiros da Finlândia já aderiu ou está em processo de adesão à declaração".
"O objetivo da declaração é gerar amplo apoio a medidas para acabar com a guerra em Gaza e materializar a solução de dois Estados", enfatizou Valtonen, argumentando que os principais objetivos são "a remoção do Hamas do governo palestino e seu desarmamento, garantindo a segurança de israelenses e palestinos, o fim das hostilidades e a normalização das relações entre os países da região".
Também inclui "reformas necessárias na Autoridade Palestina e um caminho para a autodeterminação e a democracia palestinas" com o objetivo de "iniciar negociações diretas entre Israel e os palestinos para chegar a uma solução sustentável".
"A declaração é histórica", disse Valtonen, reiterando que "esta é a tentativa mais séria em anos da comunidade internacional para resolver o conflito no Oriente Médio". "É importante que a Finlândia a apoie", acrescentou o chefe da diplomacia finlandesa.
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