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Orpo enfatiza que Moscou "continuará sendo a ameaça" e pede "apoio financeiro" da UE diante da crise econômica nos países da região.
MADRID, 16 dez. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo, advertiu na terça-feira que a Rússia "continuará sendo a ameaça", mesmo que um acordo de paz seja assinado com Kiev, e enfatizou que Moscou "moverá suas forças militares" em direção à fronteira com o território finlandês e os Estados Bálticos quando a invasão da Ucrânia, desencadeada em fevereiro de 2022, terminar.
"Sabemos que quando houver paz na Ucrânia, a Rússia continuará sendo uma ameaça. É óbvio que eles moverão suas forças militares para perto da nossa fronteira e da fronteira do Báltico", disse Orpo ao Financial Times, enfatizando que "é óbvio" que o flanco oriental da OTAN "precisa de apoio financeiro" da União Europeia (UE).
"Nossa economia está em péssima situação no momento devido à ameaça da Rússia. A atmosfera na Finlândia é muito difícil", lamentou ele, em meio a avisos emitidos por vários países que fazem fronteira com a Rússia sobre o risco de relaxamento no caso de um acordo entre a Rússia e a Ucrânia.
O primeiro-ministro finlandês, que sediará a primeira cúpula na terça-feira dos países do flanco oriental da OTAN que compartilham uma fronteira terrestre ou marítima com a Rússia e a Bielorrússia, argumentou que o aumento dos gastos militares desses países está pressionando suas economias, antes de dizer que os participantes da reunião tentariam avançar com programas militares conjuntos para lidar com a ameaça percebida de Moscou.
Ele enfatizou que é importante que a Europa esteja preparada para se defender diante do distanciamento dos Estados Unidos desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. "Sabemos que os Estados Unidos vão reduzir seu apoio e participação na defesa da Europa, pois eles têm muitas outras preocupações com a segurança", acrescentou.
Orpo ressaltou que a Europa enfrenta uma "semana importante" para mostrar que não está focada apenas em conversas, mas que pode agir para promover a paz na Ucrânia, em meio aos planos da UE de usar fundos russos congelados para financiar a Ucrânia, um plano que tem sido combatido por vários Estados membros.
"Agora é a hora de tomar uma decisão", disse o primeiro-ministro finlandês, que se recusou a comentar sobre o que poderia acontecer se a cúpula da UE, que será realizada na quinta e sexta-feira, não chegar a um acordo. "Não quero pensar nisso, porque não temos outras opções", acrescentou.
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