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MADRID 18 out. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público da Bolívia confirmou a libertação de Luis Marcelo Arce Mosqueira, filho do presidente boliviano Luis Arce, sob a condição de que ele faça terapia psicológica depois de ter sido preso na quinta-feira por violência doméstica contra sua companheira.
"Apesar da posição que o Ministério Público assumiu em todos os momentos para proteger a vítima (...), o juiz ordenou que o Sr. Luis Marcelo Arce se submetesse a cinco meses de terapia", disse a promotora Jessica Echeverría em uma aparição perante a mídia local.
Marcelo Arce foi denunciado no mês passado por sua companheira por supostamente ter recebido uma surra que a deixou incapacitada por doze dias. A vítima retirou a queixa, mas a promotoria continuou o processo judicial que terminou na quinta-feira com a prisão do acusado.
O Ministério Público já apelou da decisão do magistrado, citando a proteção da vítima porque "não foi apenas uma vez que ela foi espancada, foi repetida e ela sofreu violência física e violência psicológica".
"Nós, como Ministério Público, não concordamos com os critérios do juiz porque entendemos que, com doze dias de impedimento, a prisão preventiva era adequada", disse o promotor, que lembrou a existência de um atestado médico comprovando as lesões da vítima.
O pedido apresentado por Echevarría solicitava 180 dias de prisão preventiva, enquanto a única medida imposta contra o filho do presidente boliviano era a obrigação de fazer terapia. Em março de 2026, o juiz convocou o acusado para outra audiência para certificar que ele cumpriu a ordem.
"Acreditamos que há uma forma de pressão sobre a vítima para que ela desista e para que isso aconteça hoje, (...) acreditamos que o único lugar para pessoas que agridem, que batem em uma mulher, deve ser na prisão", concluiu o promotor.
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