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MADRI, 14 ago. (EUROPA PRESS) -
O filho do ex-presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador denunciou que as autoridades dos Estados Unidos lhe negaram a entrada no país por motivos políticos, o que a governadora Claudia Sheinbaum classificou como uma tentativa de “ingerência” na política mexicana.
Andrés Manuel López Beltrán, que também já foi secretário do partido governista Morena, tornou pública sua manifestação de protesto em uma carta dirigida ao presidente Donald Trump e divulgada em suas redes sociais, na qual aponta para uma medida de “caráter político”.
Nesse sentido, ele apontou o secretário de Estado, Marco Rubio, e seu “número dois”, Christopher Landau, “autodenominado ‘o tirador de vistos’”, por um ato “mais bem político e propagandístico, ao estilo hitleriano”.
“Não há nenhuma razão que justifique tal conduta arrogante. (...) Esses funcionários não possuem nenhuma prova contra mim, relativa a qualquer ato imoral ou criminoso”, afirmou López Beltrán, que classificou a recusa de seu visto como uma “bajulação grosseira e perversa” do Departamento de Estado, cujos membros se dedicam a “perseguir e ofender” aqueles que “não se alinham ou se submetem às suas ambições autoritárias e às suas práticas corruptas”.
Em sua carta, López Beltrán — que renunciou em maio ao seu cargo no Morena para concorrer a uma vaga nas eleições intermediárias do próximo ano — pergunta a Trump se ele está ciente da decisão e, caso contrário, por que não demite Rubio e Landau.
O Departamento de Estado ainda não se pronunciou sobre essa acusação, mas Sheinbaum já o fez: em entrevista coletiva, ela considerou que o cancelamento do visto de pessoas como López Beltrán tem “um sentido político, essencialmente”.
“Não é igual para todos os países (...) Podemos analisar o que ocorre em outros países da América Latina e o que ocorre em nosso país. E isso é uma forma de ingerência na política mexicana. Essa é a minha opinião. Porque não vejo outra razão. E quem se aproveita disso? Pois a direita mexicana, que está cada vez mais submissa aos Estados Unidos”, declarou ela.
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