Publicado 27/05/2026 08:59

Felipe VI elogia os agraciados com a Medalha das Artes como "prova de que a cultura continua viva"

O rei Felipe VI entrega a Medalha de Ouro ao Mérito nas Belas Artes ao cantor José Mercé, durante a cerimônia oficial realizada no Teatro de Rojas, em Toledo.
JUANMA JIMENEZ/EUROPA PRESS

TOLEDO 27 maio (EUROPA PRESS) -

O rei da Espanha, Felipe VI, elogiou nesta quarta-feira os agraciados com a Medalha de Ouro ao Mérito nas Belas Artes 2024, afirmando que eles são “a prova de que a cultura permanece viva em sua capacidade de se renovar e de encontrar novas formas de expressão”.

Durante sua intervenção na cerimônia de entrega das medalhas, realizada no Teatro de Rojas, em Toledo, e da qual participaram o ministro da Cultura, Ernest Urtasun; o presidente de Castela-La Mancha, Emiliano García-Page, e o prefeito de Toledo, entre outras autoridades institucionais, Sua Majestade destacou o “diálogo entre legado e inovação” e a “diversidade de vozes, linguagens e visões” como semente da criação artística dos homenageados.

“Estas medalhas não apenas reconhecem a vossa contribuição para as artes, mas também para o espaço comum de nossa convivência”, afirmou.

Nesse sentido, destacou a ampla variedade de disciplinas contempladas pelos prêmios de belas-artes, como “a palavra e a imagem; a poesia e a narrativa; o cinema, a fotografia e as novas formas visuais; a arquitetura e o patrimônio; a dança, a ópera e o circo; a criação musical em registros tão distintos como o flamenco, a ópera, o rock, o rap ou aquelas melodias que acabam fazendo parte da memória sentimental de várias gerações".

Seguindo nessa linha, destacou “o humor, a experimentação, a moda, a cultura infantil, os direitos culturais e esses espaços coletivos que tornam possível que a criação chegue aos outros”.

“Recebam nossos parabéns, da Rainha e meus, de todos os aqui reunidos; e também, por que não, de todos aqueles que, na Espanha ou fora dela, onde quer que estejam, se identificaram com vocês”, observou Felipe VI.

Recordando que a primeira edição do evento foi adiada devido ao acidente ferroviário de Adamuz, Felipe VI transmitiu uma “homenagem comovida” às vítimas fatais, bem como às “suas famílias e àqueles que ainda lutam para se recuperar”.

Por outro lado, elogiou o local escolhido para a entrega das Medalhas deste ano, destacando o 40º aniversário da declaração de Toledo como cidade Patrimônio da Humanidade, bem como o 800º aniversário de sua Catedral Primada.

“Toledo nos ensina que a melhor criação artística nunca é pura, mas sim o contrário: que está imbuída de tradição e de referências, mais ou menos explícitas”, afirmou Felipe VI, citando como exemplo El Greco, que “após quatro séculos, continuava sendo para as vanguardas uma referência absoluta de modernidade”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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