Diego Radamés - Europa Press - Arquivo
TOLEDO, 23 (EUROPA PRES
O ex-presidente do Governo, Felipe González, afirmou que a sentença contra o ex-ministro de Pedro Sánchez, José Luis Ábalos, está “bem fundamentada”, uma vez que foram aplicados 24 anos “por uma série de crimes” acumulados, e reconhecendo, de qualquer forma, que “não é a sentença mais severa já proferida”.
Em um fórum realizado em conjunto com o presidente de Castela-La Mancha, Emiliano García-Page, organizado pela associação patronal de Toledo por ocasião de seu 50º aniversário, González afirmou que essa sentença, que é “correta”, não deve levar a população a “ter uma visão distorcida do funcionamento dos tribunais”, já que até mesmo o PSOE, no passado, “aplaudiu aqueles que se arrependeram” e denunciaram o Partido Popular. “Chegamos até a indultá-los”.
“Agora parece que reagimos dizendo que Aldama não é credível, mas ele é tão credível quanto os outros eram. Não tenho a sorte de conhecer o sujeito, mas ele revela a existência de crimes ao se auto-denunciar”, acrescenta.
Ele insiste em lembrar, a esse respeito, que o próprio ministro da Justiça, Félix Bolaños, “incentivou as pessoas a fazer isso”, voltando a colocar em evidência que os governos socialistas “concederam indultos a pessoas, recompensando-as por terem descoberto esquemas de corrupção no outro lado”.
ERROS DOS ACUSADOS
González também menciona que os acusados, como no caso de Ábalos, cometeram “erros”, entre outras coisas, “forçar uma imunidade para que o caso fosse julgado pelo Supremo em única instância”, algo que permitiu acelerar um processo judicial que, de outra forma, teria levado a ficar “dez anos aguardando o julgamento”.
A tudo isso, ele acrescentou que a sentença, além de “muito ponderada”, é “unânime”, algo que, em sua opinião, não costuma ocorrer no sistema judicial atual.
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