Publicado 19/08/2026 03:15

Feijóo retorna pela segunda vez a Ceuta, após sua primeira visita, que ocorreu após a entrada em massa dos dias 30 e 31 de julho

O presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo (à esquerda), acompanhado pelo presidente da cidade autônoma de Ceuta, Juan Jesús Vivas (à direita), presta declarações à imprensa em 1º de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). Feijóo se reuniu com o pr
Marcos Moreno - Europa Press

MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS -

O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, estará nesta quarta-feira em Ceuta ao lado do presidente da cidade autônoma, Juan Jesús Vivas. Esta é a segunda viagem do líder do PP após a entrada em massa de cerca de 72 mil pessoas, segundo dados do governo, nos dias 30 e 31 de julho.

Feijóo já esteve na cidade no último dia 1º de agosto ao lado de Vivas e questionou as informações que o governo possuía sobre a chegada de milhares de pessoas vindas de Marrocos e sua resposta posterior à crise. “Temos o direito de que o governo nos diga, se sabia o que iria acontecer, por que não agiu”, retrucou na ocasião o líder da oposição.

Além disso, o presidente do PP classificou de “ridículas” as medidas adotadas pelo Executivo nos primeiros dias, como a instalação de barreiras marítimas de contenção.

Desde então, diversos líderes do Partido Popular visitaram Ceuta. As últimas a visitar a cidade autônoma foram a vice-secretária de Coordenação Setorial, Elma Ezcurra, e a vice-secretária de Regeneração Institucional, Cuca Gamarra.

Ezcurra esteve em Ceuta no último dia 12 de agosto e acusou o Executivo de Sánchez de não querer devolver os menores desacompanhados ao Marrocos. Além disso, ela apontou diretamente o país vizinho como “responsável” pela crise e questionou o governo se ele vai “ceder” a Rabat — “que não reconhece a soberania espanhola sobre a cidade autônoma” — a garantia e a segurança das fronteiras espanholas.

O PP DEFENDE O “AVAL” DE BRUXELAS EM RELAÇÃO AOS MENORES

Por sua vez, Gamarra também visitou a cidade autônoma pela última vez na última terça-feira, onde acompanhou o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas. A líder do PP qualificou de “contundente” o apoio da Comissão Europeia à possibilidade de devolver ao Marrocos os migrantes que permanecem em Ceuta após a entrada em massa dos dias 30 e 31 de julho.

Ela também pediu que as leis sejam aplicadas diante de uma situação “excepcional”. “Não há outro caminho. Portanto, é preciso aplicar a lei, e o retorno é o único caminho legal”, alertou.

Ela também advertiu que o asilo, sendo Marrocos “um país seguro” no âmbito da União Europeia, “não pode ser admitido nem processado”. “E isso, acredito, é evidente: para que seja efetivo e eficaz, o que é necessário são recursos”, destacou, ao mesmo tempo em que afirmou não ter “nenhuma dúvida” de que as Forças e Órgãos de Segurança do Estado e os funcionários públicos vão aplicar a lei.

VIVAS CRITICA O “ABANDONO” DO GOVERNO

Por sua vez, Vivas classificou como “vergonhoso” o fato de a Europa “estar apoiando” Ceuta e, no entanto, o governo central ter “abandonado” seus cidadãos. “É vergonhoso, é inaudito, é inadmissível”, denunciou.

Na opinião de Vivas, o Executivo possui “capacidades” e “meios” para pôr fim à situação de “impotência” e “abandono” pela qual Ceuta está passando. “É uma questão de vontade política, única e exclusivamente”, afirmou.

Da mesma forma, ele pediu que se ajasse “de imediato” e que se “agisse com energia” e “determinação”, bem como que “retirasse de Ceuta todos os que chegaram, sem qualquer expectativa de asilo, sem qualquer expectativa de regularização, sem qualquer expectativa de transferência para a Península”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado