Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 14 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, declarou nesta terça-feira que não é “aceitável” ter “um presidente do Governo cuja esposa seja indiciada e julgada por crimes graves de corrupção”, como é o caso de Begoña Gómez, sem que o presidente “renuncie” e criticou duramente o ministro da Justiça, Félix Bolaños, por suas “acusações” aos juízes que investigam o círculo do chefe do Executivo, Pedro Sánchez.
“Nem na Hungria, nem em qualquer outro lugar da Europa, é aceitável ter um presidente cuja esposa foi quatro vezes indiciada e processada por crimes graves de corrupção, sem que o primeiro-ministro renuncie; isso não é admissível”, declarou perante os deputados e senadores de seu partido reunidos no Congresso.
Depois de lembrar que, além de Gómez, a Justiça também investigou o irmão do presidente, ele enfatizou que também não é “aceitável que as campanhas internas de um partido sejam financiadas por uma rede de bordéis e gerenciadas por um porteiro de uma boate”, em referência às primárias do PSOE.
Segundo Feijóo, a pergunta é: “Por que o que não é aceitável na Hungria, nem em nenhum outro país da Europa, estamos condenados a sofrer na Espanha? Por que temos de engolir as acusações contra a Justiça, feitas por todo o governo ontem, lideradas pelo Ministro da Justiça?”.
Nesse contexto, após responder a Bolaños que, em democracia, a Justiça é respeitada, não desprezada, o líder da oposição apontou Pedro Sánchez como o “culpado por essa situação”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático