Publicado 18/04/2025 07:08

Feijóo reafirma seu apoio a Mazón por ser "coerente e corajoso" e diz que verá se ele se repete como candidato.

Ele admite que nem a administração central nem as administrações regionais estavam "à altura da tarefa", mas aponta o governo como o mais "responsável".

Archivo - Arquivo - O presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo (esquerda) e o presidente da Generalitat Valenciana, Carlos Mazón (direita), conversam no estande da Comunidade Valenciana, durante sua visita à Feira Internacional de Turismo (FITU
Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo

MADRID, 18 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, reafirmou seu apoio ao presidente da Generalitat Valenciana, Carlos Mazón, por ter sido, do seu ponto de vista, "coerente e corajoso" e, depois de lembrá-lo de que seu futuro político está vinculado à reconstrução da província devastada pelo dana, assinalou que se verá se ele se repete ou não como candidato em 2027.

Feijóo disse isso em uma entrevista ao Okdiario, captada pela Europa Press, na qual ele pediu para deixar "as coisas fluírem" e que "os acontecimentos se tornem mais claros" e também enfatizou que seu objetivo "é que a verdade seja conhecida, quem são os responsáveis e continuar trabalhando pela recuperação".

"Acredito sinceramente que o presidente da Generalitat sabe que sua carreira política depende do sucesso da reconstrução. Ele disse isso e, para mim, é muito importante aceitar que nenhuma das duas administrações cumpriu com o que lhes foi pedido na época", destaca o líder do PP.

OBJETIVO: EVITAR O RETORNO DO PSOE E DO COMPROMÍS

Quando perguntado sobre quem estava menos à altura da tarefa, ele enfatizou que "há uma primeira administração responsável", a central, e uma "subsidiária ou segunda responsável", a regional.

Perguntado se Mazón conseguir reconstruir a província de Valência, ele será candidato em 2027, Feijóo enfatizou que o partido está "apoiando" o 'presidente' e continuará a fazê-lo porque "ele tem sido coerente e corajoso". "Em tudo o que depender de nós, vamos trabalhar para que a comunidade tenha uma situação que não é a ideal, mas uma situação de recuperação mínima", explica.

Além disso, ele garante que tanto Mazón quanto ele próprio compartilham o objetivo de que o PSOE e o Compromís "não retornem" ao governo regional. "Avaliaremos a opinião pública em Valência regularmente e tomaremos a decisão apropriada se acreditarmos que conseguiremos reintegrar o governo. É claro que trabalharemos nessa candidatura e, se acreditarmos, ao contrário, que é necessário fortalecê-la, então trabalharemos em outro plano para fortalecer a candidatura", disse o líder do PP.

DEMISSÕES NO PP, PROMOÇÕES NO PSOE

Em outro ponto da entrevista, Feijóo destaca que estava no Cecopi "antes da chegada" do presidente Pedro Sánchez e que entendeu "claramente" que se tratava de um "caso de enorme importância", razão pela qual sugeriu a Mazón que solicitasse a emergência nacional. Segundo ele, Mazón respondeu que entendia que Sánchez "iria cumprir suas obrigações" e que não havia motivo para um presidente autônomo lembrá-lo delas, mas não era esse o caso.

Por esse motivo, ele argumenta, teve de assumir as competências do Estado que o governo não exerceu porque "se recusou a assumir sua responsabilidade". "Não vamos poder devolver a vida das pessoas que morreram, mas temos que devolver a verdade dos fatos, a verdade do que aconteceu e a responsabilidade pelo que aconteceu às famílias e ao povo valenciano como um todo", argumenta.

Ele também defende as próximas medidas tomadas por Mazón, enfatizando que "ele se sente honrado" por ter vinculado sua carreira política ao sucesso da reconstrução, enquanto no governo espanhol não só não houve demissão, como também foram "promovidas" pessoas que, em sua opinião, são "diretamente responsáveis", como a então vice-presidente Teresa Ribera, que agora é comissária europeia, e a delegada do governo na região, Pilar Bernabé, que se juntou ao Executivo Federal do PSOE.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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