Publicado 06/03/2025 10:51

Feijóo pede que Sánchez compareça ao Congresso agora e chama de "apartheid" a exclusão da Vox de sua rodada sobre a Ucrânia

Ele reclama que o primeiro-ministro "nunca" o chamou para falar sobre política externa, segurança ou Ucrânia.

O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, em sua chegada à assembleia eleitoral da Federação Nacional de Associações de Trabalhadores Autônomos (ATA), no Hotel Meliá Castilla, em 3 de março de 2025, em Madri (Espanha). O atual presidente da ATA e
Eduardo Parra - Europa Press

BRUXELAS, 6 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, instou o chefe do Executivo, Pedro Sánchez, a comparecer agora na sessão plenária do Congresso para dar uma explicação aos cidadãos sobre a situação na Ucrânia, como outros primeiros-ministros europeus estão fazendo. Além disso, ele classificou como "apartheid" o fato de o presidente do governo querer excluir a Vox das conversações sobre a Ucrânia que ele realizará na próxima quinta-feira com os grupos parlamentares.

"Estou surpreso com esse 'apartheid' da terceira força política", disse ele depois de sua reunião com o restante dos representantes do Partido Popular Europeu (PPE) na quinta-feira em Bruxelas, paralelamente à reunião dos chefes de Estado e de governo da UE, onde Sánchez anunciou que chamará Feijóo e o restante dos líderes dos grupos parlamentares no Congresso, exceto Vox, para tratar da situação na Ucrânia.

Feijóo reconheceu que não sabe sobre o que "exatamente" Sánchez quer informá-los, e insistiu que o que ele deve fazer é explicar "qual é a posição da Espanha, quais compromissos a Espanha vai assumir, qual aumento nos gastos com defesa o governo está disposto a assumir e quais são as condições desse aumento".

"ISSO TEM QUE SER DEBATIDO COM O CONGRESSO".

Da mesma forma, o líder do PP insistiu que essas explicações devem vir "não depois que o Conselho concordar, mas antes", e é por isso que ele afirma não saber "exatamente em que consiste esse contato".

"Isso tem que ser debatido com o Congresso dos Deputados, para qualquer decisão sobre questões de segurança, como todos os presidentes do governo espanhol sempre fizeram", acrescentou.

Por outro lado, perguntado se daria seu apoio a Sánchez em relação aos gastos com defesa, Feijóo respondeu com ironia: "O que podemos apoiar? Alguém conhece a posição do presidente da Espanha? Não. Seu governo conhece sua posição? Não. Ele tem autorização de seu governo para apresentá-la? Duvidamos. Será que seus parceiros parlamentares sabem disso? Não. Ele tem a autorização de seus parceiros parlamentares para apresentá-la? Não".

"Quando ele tiver uma posição do governo, eu ficaria muito grato se ele a transmitisse ao Congresso dos Deputados", reiterou, antes de lembrar que Sánchez "nunca" o chamou para falar sobre política externa, segurança ou Ucrânia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado