Marcos Moreno - Europa Press
MADRID 16 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, exigiu neste domingo que o governo demonstre sensibilidade em relação a Ceuta após a crise migratória do final de julho, ao mesmo tempo em que criticou a atitude do Executivo em sua resposta à cidade autônoma. “Ninguém consegue entender a indiferença diante desse caos”, afirmou.
Em uma mensagem no ‘X’, divulgada pela Europa Press, o líder da oposição ressaltou que “os ceutianos têm direito a viver em paz; as mulheres têm direito a sair às ruas sem medo”; e as crianças têm direito a crescer em segurança”.
Para o líder do PP, Ceuta “precisa de um governo comprometido e sensível diante de uma crise quádrupla: migratória, de saúde pública, de ordem pública e de segurança nacional”. “Ninguém consegue entender a indiferença diante desse caos”, concluiu na referida rede social.
MINISTROS SEM “NENHUMA SOLUÇÃO”
Por sua vez, o vice-secretário de Coordenação Autonômica e Local e Análise Eleitoral do PP, Elías Bendodo, exigiu a renúncia da ministra da Saúde, Mónica García, por ser “culpada” pelo “colapso do sistema de saúde” que, em sua opinião, Ceuta vem sofrendo após a entrada em massa de migrantes.
Ele também criticou os ministros do governo que foram a Ceuta para “tirar uma foto”, mas sem oferecer “nenhuma solução” para a situação que a cidade continua enfrentando. Além disso, lamentou que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, “continue deitado na rede e na praia” da residência oficial em Lanzarote e não dê “explicações” sobre o que aconteceu.
“Ninguém do Governo da Espanha nos explicou como isso pôde acontecer, mas o mais grave é que ninguém nos garantiu que isso não volte a acontecer”, alertou o vice-secretário do PP, que também destacou que a visita dos ministros ao município de Ceuta “se assemelhou mais a uma ‘sessão de fotos’ de agosto” do que a um Executivo “gerenciando uma crise”.
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