Tellado, Gamarra, Muñoz e Bendodo se manifestam em peso para pedir a renúncia de García Ortiz: "O governo e a equipe de Sánchez estão em agonia".
MADRID, 9 set. (EUROPA PRESS) -
O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, assegurou nesta terça-feira que a "limpeza" da Espanha passa por expulsar o chefe do Executivo, Pedro Sánchez, de Moncloa, depois que o Supremo Tribunal concordou em enviar o procurador-geral do Estado, Álvaro García Ortiz, a julgamento.
Especificamente, o magistrado da Corte Suprema (SC) Ángel Hurtado concordou em abrir um processo oral contra o procurador-geral por um suposto crime de divulgação de segredos contra Alberto González Amador, namorado da presidente de Madri, Isabel Díaz Ayuso, exigindo uma fiança de 150.000 euros, enquanto se recusa a suspendê-lo do cargo, conforme solicitado pela denúncia popular exercida pela Associação Profissional e Independente de Procuradores (APIF).
"A Suprema Corte julgará o procurador-geral do Estado, que inclusive impõe o pagamento de fiança. A degradação institucional a que Pedro Sánchez está submetendo nosso país é insuportável", disse Feijóo em uma mensagem em sua conta oficial 'X', que foi captada pela Europa Press.
"SE O PRESIDENTE NÃO PEDIR SUA RENÚNCIA, ELE O ACOMPANHARÁ ATÉ O BANCO DOS RÉUS".
O presidente do PP pediu mais uma vez aos socialistas que exijam a renúncia de García Ortiz. "Se o PSOE não pedir a renúncia de Álvaro García Ortiz, ele o acompanhará até o banco dos réus", advertiu.
Feijóo destacou que o procurador-geral e o irmão de Pedro Sánchez estão sendo processados e acrescentou que o presidente tem "seu número dois no partido", Santos Cerdán, "na prisão". Ele também acrescentou que sua esposa Begoña Gómez e "seu antigo braço direito", referindo-se ao ex-ministro José Luis Ábalos, estão sendo "acusados".
Nesse cenário, o líder da oposição declarou que "está claro que a limpeza deste país envolve a mudança do presidente do governo" da Espanha. "E nós o faremos", afirmou ele na mesma mensagem.
TELLADO: "RENÚNCIA JÁ!
O secretário-geral do PP, Miguel Tellado, assegurou que "um suposto criminoso que a Suprema Corte coloca no banco dos réus e impõe uma fiança de 150.000 euros não é digno de ocupar nenhum cargo público".
"Muito mais ainda o de Procurador Geral do Estado. García Ortiz deve deixar seu cargo imediatamente. Renúncia já!", exclamou em uma mensagem na mesma rede social, que foi captada pela Europa Press.
A porta-voz do Grupo Popular no Congresso, Ester Muñoz, também pediu sua renúncia depois de saber que a Suprema Corte o enviou a julgamento e garantiu que, embora respeite sua presunção de inocência, sua continuidade representa um conflito "moral" e "ético".
Da mesma forma, o Secretário Adjunto de Coordenação Autônoma e Local do PP, Elías Bendodo, exigiu sua renúncia imediata. "Um promotor público sob fiança. Uma vergonha internacional", enfatizou.
GAMARRA: "DA TRIBUNA AO BANCO DOS RÉUS".
Por sua vez, a Secretária Adjunta de Regeneração Institucional do PP, Cuca Gamarra, descreveu como um "escândalo sem precedentes" e um "constrangimento" o fato de o Procurador-Geral ter que se sentar no banco dos réus. "Do banco dos réus, para o banco dos réus", disse ela em um vídeo gravado divulgado pelo PP.
Em sua opinião, o fato de ele estar sentado no banco dos réus é um sinal da "degradação democrática" para a qual Sánchez está levando a Espanha, com seu irmão processado, sua esposa acusada, seu primeiro número dois impedido de deixar o país e seu segundo número dois impedido de deixar a prisão, disse ele.
Gamarra disse que o governo e a comitiva de Pedro Sánchez estão em agonia" e lembrou que a esposa de Sánchez deve testemunhar perante o juiz na quarta-feira. "Na véspera do depoimento de sua esposa como ré perante o juiz, o procurador-geral do estado está sentado no banco dos réus", disse ele.
O líder do PP enfatizou que, "pela primeira vez na história da Espanha", um procurador-geral "se sentará no banco dos réus por causa da divulgação de segredos devido a atos supostamente criminosos cometidos no exercício de seu cargo".
Gamarra indicou que a situação de García Ortiz "é absolutamente insustentável". "Se ele deveria ter renunciado há muitos meses, não há dúvida de que, após essa ordem, ele não tem outra opção a não ser renunciar imediatamente", disse ele.
AO MANTÊ-LO NO CARGO, SÁNCHEZ "ESTÁ SE PROTEGENDO".
Em sua opinião, o apoio do governo a García Ortiz mostra que o procurador-geral "age de acordo com os ditames de Moncloa" e que, com sua proteção, Sánchez "está se protegendo". "Em nome do Estado de Direito, da independência judicial e da democracia, exigimos que o procurador-geral renuncie hoje. E, caso contrário, o Ministro da Justiça deve ser o único a pedir que ele renuncie, porque o povo espanhol não merece tal degradação democrática", enfatizou.
Por fim, Gamarra destacou que a Espanha "precisa de regeneração" e "limpeza democrática" e acrescentou que o PP "está pronto para abrir essa nova etapa de regeneração e pôr fim a toda essa degeneração" do governo Sánchez.
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