Publicado 08/09/2025 13:57

Feijóo diz que o Hamas "aplaudiu um ataque e Sánchez": "Essa é uma barbaridade da qual ele deve se desassociar".

O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, preside a reunião do comitê de direção do partido.
DAVID MUDARRA-PP

O líder do PP já criticou o fato de o chefe do Executivo não ter feito alusão ao Hamas em sua aparição para anunciar o embargo de armas a Israel.

MADRID, 8 set. (EUROPA PRESS) -

O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, disse nesta segunda-feira que o Hamas "aplaudiu" tanto o ataque terrorista em Jerusalém, que deixou seis mortos, entre eles um espanhol, quanto a declaração do chefe do Executivo, Pedro Sánchez, anunciando o embargo de armas a Israel.

"Os terroristas do Hamas aplaudiram hoje um atentado e Sánchez. Mais uma vez. Esta é uma barbaridade da qual ele deve se desvincular imediatamente", disse Feijóo em uma mensagem na rede social 'X', que foi captada pela Europa Press.

Especificamente, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) descreveu como "um passo político e moral importante" a decisão do Executivo espanhol de impor um embargo de armas a Israel e a proibição de entrada na Espanha para aqueles diretamente envolvidos no genocídio na Faixa de Gaza.

"Aplaudimos a decisão do governo espanhol de proibir a exportação de armas para a ocupação israelense e de fechar os portos espanhóis para os navios que transportam armas e sistemas militares (para Israel)", disse o grupo islâmico palestino em um comunicado, segundo o diário Filastin.

FEIJÓO CRITICA SÁNCHEZ POR SEU SILÊNCIO SOBRE O HAMAS

O líder do PP considera que "o que Israel está fazendo em Gaza com a população civil é inaceitável", mas criticou o chefe do Executivo que, em sua aparição para anunciar o embargo de armas por lei a Israel, não mencionou a organização terrorista Hamas.

"Sánchez não falou sobre a organização terrorista Hamas. Ele não exigiu que o Hamas devolvesse os reféns que ainda mantém em seu território. Ele não falou dos quilômetros de túneis que o Hamas tem sob os hospitais, sob as escolas; do escudo humano, das crianças e da população civil que ele usa", disse Feijóo em uma entrevista ao 'Telecinco', que foi captada pela Europa Press.

De acordo com o secretário adjunto de Regeneração Institucional do PP, Cuca Gamarra, o que Sánchez está procurando é usar o que está acontecendo em Gaza como uma "cortina de fumaça" para "desviar o foco" dos casos de corrupção que o afetam.

Quando perguntada em uma coletiva de imprensa se o que está acontecendo em Gaza é genocídio, ela afirmou que "cabe aos tribunais internacionais determinar se é genocídio ou não". "E, portanto, devemos respeitar a posição de que cabe a eles determinar e, portanto, decidir", acrescentou.

CONDENAÇÃO DO "ASSASSINATO" DE UM ESPANHOL EM JERUSALÉM

Gamarra também expressou sua solidariedade à família do espanhol de 25 anos que "foi assassinado hoje como resultado de um ataque terrorista em Jerusalém", expressando sua "absoluta rejeição e condenação a esse ato terrorista".

"Sem dúvida, esse tipo de ato terrorista deve nos levar a ter muito claro que devemos sempre condenar o terrorismo", disse a Secretária Adjunta de Regeneração Institucional do PP.

Feijóo se expressou em termos semelhantes, dizendo que "a violência não tem lugar nem justificativa de nenhum tipo". "Minha mais veemente condenação ao ataque terrorista que custou a vida de um cidadão espanhol em Jerusalém. Nossas mais profundas condolências à sua família", disse ele em uma mensagem nas redes sociais.

Especificamente, o espanhol Jacob Pinto, de 25 anos e nascido em Melilla, é uma das pelo menos seis vítimas fatais do ataque perpetrado na segunda-feira contra um ônibus em um cruzamento em uma das entradas da cidade de Jerusalém, conforme confirmado à Europa Press por fontes da Federação das Comunidades Judaicas da Espanha (FCJE).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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