Fernando Sánchez - Europa Press
MADRID, 23 jun. (EUROPA PRESS) -
O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, garantiu nesta segunda-feira que os três "colegas" socialistas que acompanharam Pedro Sánchez no "carro principal" para se tornar o secretário-geral do PSOE - José Luis Ábalos, Koldo García e Santos Cerdán - estão ou estarão "diante do Supremo Tribunal". Em sua opinião, o chefe do Executivo está "ausente".
Em uma entrevista à 'esRadio', que foi captada pela Europa Press, Feijóo indicou que a Espanha está enfrentando "uma situação crítica" que está afetando as instituições e os fundamentos democráticos. "Temos um presidente amoral, cujos colegas já estão na Suprema Corte, todos os três, os três que fizeram as primárias com ele", disse ele.
O presidente do PP garantiu que agora sabemos o motivo pelo qual Sánchez está "tentando acabar com a independência judicial" e "tentando destruir a Unidade Operacional Central (UCO) da Guarda Civil". "O mais otimista é que o judiciário e a Guarda Civil estão resistindo", enfatizou.
O líder do PP aludiu ao fato de que nesta segunda-feira o ex-ministro Ábalos e seu ex-assessor Koldo García estão "sentados na Suprema Corte", e lembrou que dentro de uma semana Cerdán, ex-secretário de Organização do PSOE, estará sentado na Suprema Corte. "E o Sr. Sánchez ainda está desaparecido", disse ele.
Nesse ponto, ele ressaltou que o PP continuará a fazer seu trabalho de oposição porque esse governo que "aparentemente nasceu lutando contra a corrupção" é "o governo mais corrupto que a Espanha teve pelo menos nos últimos vinte anos".
ELE DESCARTOU UMA MOÇÃO DE CENSURA
Feijóo descartou a possibilidade de apresentar uma moção de censura contra Sánchez no momento, pois não tem deputados suficientes e pediu para ser "inteligente", já que "uma coisa é o que a pessoa sã pede e outra coisa é o que a cabeça diz". Ele enfatizou que não vai apresentar uma moção para "ratificar" Sánchez.
"Todo mundo gosta de um alívio, mas o alívio de 48 horas no Congresso vai levar a uma insatisfação permanente. A moção de censura é para expulsá-lo. E não me falta a vontade, me faltam os votos", declarou.
Em sua opinião, "se alguém quiser ser a alternativa ao presidente" do governo, deve "usar a cabeça e não a coragem, como Sánchez tem feito desde o momento em que conseguiu, por meio de uma moção de censura capciosa, tornar-se presidente do governo para eliminar a corrupção e tornar-se o presidente mais corrupto da história da Espanha".
Nesse sentido, o presidente do PP enfatizou que "em apenas sete anos" a "corrupção moral, familiar, econômica e política" de Pedro Sánchez "não tem precedentes na história do país". Em sua opinião, a Comissão Europeia "está começando a perceber que Sánchez é o primeiro ministro europeu a ter cometido todas as formas possíveis de corrupção".
"Não há outro primeiro-ministro europeu como ele. E eu entendo que os primeiros-ministros, quando se sentam com ele e quando tiram fotos com ele, começam a se sentir desconfortáveis, o que é lógico", disse ele.
MENSAGEM AOS ELEITORES DA VOX
Feijóo disse que o Vox deveria parar de se opor ao Partido Popular e começar a se opor a Pedro Sánchez, e enfatizou que se os eleitores do partido liderado por Santiago Abascal "votassem no PP, Sánchez certamente sairia".
Por fim, ele destacou que o Congresso Nacional do PP "não será apenas para os militantes do partido, mas para todos os espanhóis". "Vamos criar um projeto transversal para toda a Espanha. Não há partido mais sólido, coerente e unido do que o Partido Popular", acrescentou.
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