Publicado 07/09/2025 14:10

Feijóo defende "não desacreditar" um evento que "pertence a todos" diante dos protestos pró-palestinos na La Vuelta

O Presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, durante uma coletiva de imprensa, após a reunião do Comitê Diretivo do PP, no Hotel NH Collection Palacio de Aranjuez, em 1º de setembro de 2025, em Aranjuez, Madri (Espanha). Durante a
Carlos Luján - Europa Press

MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, defendeu "não desacreditar" um evento que "é de todos", em referência aos protestos pró-palestinos na La Vuelta, que deixaram pelo menos dez pessoas presas neste domingo, quando ela passa pela província de Lugo.

"A Vuelta também é a marca da Espanha e, para defender a causa palestina, não devemos desacreditar um evento que pertence a todos os espanhóis ou colocar a segurança em risco. Este não é o caminho", disse o líder da oposição em uma mensagem na rede social 'X', relatada pela Europa Press, afirmando que ele não apoia "o que está acontecendo em Gaza" nem que "uma competição deve ser boicotada por razões políticas".

Foi o que ele disse depois que pelo menos dez manifestantes pró-palestinos foram presos no trecho final da 15ª etapa da La Vuelta nos municípios de O Corgo e Monforte de Lemos, em Lugo. Os ciclistas deveriam chegar a Monforte de Lemos depois das 17:00. Como resultado dos protestos, Javier Romo, da Movistar, e Edward Planckaert, da Alpecin, sofreram quedas.

As prisões foram feitas por desordem pública "com perigo para a integridade das pessoas", de acordo com fontes familiarizadas com as prisões. Oito das prisões foram feitas em O Corgo por agentes da Guardia Civil e outras duas foram feitas em Monforte por membros da Polícia Nacional.

Entre as pessoas presas está a chefe regional de Lugo Sul do BNG, Rosana Prieto, de acordo com fontes do partido confirmadas à Europa Press.

Várias manifestações foram convocadas nos municípios de Lugo durante o dia para protestar contra a participação de uma equipe israelense (Israel Premier Tech) na competição esportiva. Entretanto, os episódios mais tensos ocorreram nessas duas localidades.

PROTESTOS EM MONFORTE

Fontes dos organizadores das manifestações denunciaram "cargas policiais" e "repressão brutal", que começaram antes da chegada dos ciclistas a Monforte. Eles relataram que a polícia chegou ao ponto de "identificar várias pessoas" que carregavam bandeiras palestinas.

A primeira das prisões no município de Monforte ocorreu depois que os manifestantes entoaram slogans pró-palestinos e tentaram mover as cercas. Esse episódio levou as forças de segurança a montar uma cerca dupla em um ponto a 150 metros da linha de chegada.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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