Publicado 23/04/2025 06:36

Feijóo critica Sánchez por não comparecer ao funeral do papa se ele não tem nenhuma agenda: "É uma descortesia difícil de explicar".

Ele diz que "os principais líderes do mundo estarão" em Roma no sábado e espera que ele esclareça seus "motivos" para não comparecer.

O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, fala em um café da manhã organizado pela Câmara de Comércio dos EUA na Espanha, em 23 de abril de 2025, em Madri (Espanha).
Juan Barbosa - Europa Press

MADRID, 23 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, criticou na quarta-feira o fato de que o chefe do Executivo, Pedro Sánchez, não comparecerá ao funeral do Papa se não tiver nenhuma agenda nesse dia e assinalou que, "no caso de não ter nada para fazer", é "uma descortesia muito difícil de explicar", já que "os principais líderes do mundo estarão" em Roma no sábado.

O Governo confirmou na terça-feira que o Presidente do Governo não fará parte da delegação espanhola que acompanhará o Rei e a Rainha ao funeral do Papa Francisco, que morreu na segunda-feira aos 88 anos de idade. A primeira e a segunda vice-presidentes do governo, María Jesús Montero e Yolanda Díaz, o ministro da Presidência, Justiça e Relações com o Parlamento, Félix Bolaños, e o presidente do Partido Popular farão parte da delegação.

Falando à mídia após participar de um café da manhã organizado pela Câmara de Comércio dos EUA na Espanha (AmChampain), Feijóo disse que "não tinha conhecimento" da agenda do presidente do governo.

"Suponho que ele tenha motivos poderosos para não ir ao funeral do Papa. Suponho que ele tenha motivos poderosos e tenho certeza de que os conheceremos nas próximas horas", disse o líder da oposição.

ELE PEDE A SÁNCHEZ QUE DÊ "UMA EXPLICAÇÃO" PARA SUA AUSÊNCIA

Quando perguntado expressamente sobre o que pensa da ausência de Sánchez em Roma quando ele não tem nada em sua agenda naquele dia, Feijóo pediu ao chefe do Executivo que esclareça os motivos pelos quais ele não viajará para a capital italiana. "Suponho que precisaremos de uma explicação", acrescentou.

Nesse ponto, ele enfatizou que "os principais líderes do mundo estão lá" nesse dia. "E embora seja uma honra acompanhar o chefe de Estado, é claro que é muito difícil para um primeiro-ministro europeu e um primeiro-ministro espanhol não comparecer ao funeral do Papa se ele não tiver nada para fazer", reiterou.

Feijóo insistiu que não tem conhecimento da agenda do primeiro-ministro e se ele realmente "não tem agenda" naquele dia. "Mas se ele não tem nada para fazer, me parece uma descortesia muito difícil de explicar", enfatizou.

MONCLOA LEMBRA A PRESENÇA DO REI E DA RAINHA DA ESPANHA

Fontes da Moncloa justificaram na terça-feira a ausência do presidente do Governo em Roma com o fato de se tratar de um funeral de Estado com a presença do rei Felipe VI.

Além disso, fontes da Casa Real especificaram que o funeral do Papa, que será realizado neste sábado às 10h e será presidido pelo cardeal Giovanni Battista Re, não contará com a presença do rei emérito Juan Carlos I ou da rainha Sofia.

A delegação espanhola que assistiu ao funeral do Papa Emérito Bento XVI era composta pela Rainha Sofia, Félix Bolaños, então Ministro da Presidência, Relações com o Parlamento e Memória Democrática, e a embaixadora da Espanha na Santa Sé, Isabel Celaá.

A maior foi a delegação oficial espanhola que compareceu ao funeral de João Paulo II, chefiada pelo Rei Juan Carlos e pela Rainha Sofia, e composta pelo então Primeiro-Ministro, José Luis Rodríguez Zapatero, pelo então chefe da diplomacia espanhola, Miguel Ángel Moratinos, e pelo ex-presidente do Partido Popular, Mariano Rajoy, que foi expressamente convidado por Zapatero para se juntar à delegação oficial. Todos eles visitaram a capela funerária montada na Basílica de São Pedro para prestar homenagem ao Pontífice.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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