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Ele demonstra sua "preocupação" com os elevados índices de incidentes nas vias e exige que o Executivo explique por que não foram tomadas medidas antes. MADRID 22 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, conversou nesta quarta-feira com o secretário-geral do Sindicato Espanhol de Maquinistas Ferroviários, Diego Martín, um contato no qual defendeu a necessidade de o governo restabelecer um “diálogo leal e construtivo” com esse coletivo, conforme informou o PP em um comunicado.
O Sindicato Espanhol de Maquinistas Ferroviários (Semaf) convocou uma greve setorial de três dias, para os dias 9, 10 e 11 de fevereiro, com o objetivo de exigir medidas que garantam a segurança ferroviária após os acidentes de Adamuz (Córdoba) e Gelida (Barcelona), que ceifaram a vida de várias pessoas, entre elas “três maquinistas”.
Nessa conversa com o secretário-geral do sindicato, que durou quase 45 minutos, Feijóo transmitiu-lhe, em primeiro lugar, a sua solidariedade pela recente perda de dois colegas nos acidentes ferroviários de Córdoba e Barcelona. UMA SITUAÇÃO QUE DESAConselha o “CONFRONTO”
Além disso, o líder do PP mostrou sua compreensão no contexto atual, que, em sua opinião, “desaconselha completamente o confronto com um coletivo preocupado com sua segurança e a dos milhares de passageiros que transporta diariamente”. Por isso, ele pediu ao governo de Pedro Sánchez que “restabeleça um diálogo leal e construtivo”.
Também mostrou sua preocupação com “o elevado número de incidentes registrados nas vias espanholas” e considera que o governo deve explicar “em detalhes” por que as “medidas que estão sendo adotadas após esta semana negra para os trens não foram implementadas anteriormente”, indicou o PP no mesmo comunicado.
O ministro dos Transportes e Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, afirmou esta quarta-feira que não concorda com os maquinistas que a greve geral é a melhor forma de veicular as suas reivindicações para melhorar o funcionamento ferroviário. Em qualquer caso, assegurou que a sua intenção é chegar a um acordo com os maquinistas para evitar a greve.
“Vamos trabalhar com eles para chegar a um acordo, ouvi-los, ver como podemos satisfazer suas reivindicações, nos colocar dentro do que é possível e, a partir daí, abordar esta questão com a esperança de que sejamos capazes de evitar que a greve seja convocada ou, caso seja convocada, que possa ser cancelada”, afirmou em uma coletiva de imprensa.
Anteriormente, em uma entrevista, Puente atribuiu essa greve ao estado de ânimo do coletivo após a morte de dois colegas nesses acidentes e reiterou que se sentará para dialogar com os maquinistas para tentar evitá-la. No entanto, o PP criticou duramente o fato de ele atribuir a greve ao estado de espírito dos maquinistas e não à situação “deficiente” das vias, chegando a falar em “miséria moral” por trás dessas declarações.
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