Publicado 27/08/2026 07:54

Feijóo considera “insustentável” a situação em Ceuta após o ataque a quatro militares: “O que o governo está esperando?”

O PP critica Robles por não proteger os militares: “Eles estão lá como apoio, não podem prender nem fazer uso da força”

Fotos: Alberto Núñez Feijóo, presidente do Partido Popular, e a Comissão Executiva
PARTIDO POPULAR

MADRI, 27 ago. (EUROPA PRESS) -

O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, considera a agressão a quatro militares destacados em Ceuta a “prova” de que a situação na cidade autônoma, após a entrada em massa de imigrantes no final de julho, está “se agravando” e se tornou “insustentável”, e pediu ao governo que adapte o marco legal que rege o trabalho dos soldados para que possam atuar como agentes da autoridade.

Feijóo indicou, em uma mensagem publicada em sua conta na rede social ‘X’, que os militares trabalham “sem recursos, ordens claras e um marco legal adequado”, pelo que conclui que “eles não podem trabalhar”. “O que o governo está esperando? Que aconteça uma tragédia? Ou, pior ainda, que possa tirar proveito disso politicamente?”, questionou.

O líder do Partido Popular acrescentou que os habitantes de Ceuta estão há um mês “suportando sozinhos o que não lhes cabe” e que o governo “não fez nada” para evitar a invasão e “não está fazendo nada para conter a crise de ordem pública que piora a cada dia”.

Além disso, a porta-voz do PP no Congresso, Ester Muñoz, criticou duramente a ministra da Defesa, Margarita Robles, por causa dos quatro militares feridos, fato pelo qual doze migrantes de nacionalidade marroquina foram detidos. “Os militares estão nas ruas apenas como apoio; não podem prender nem fazer uso da força”, lamentou a representante do PP.

ISSO JÁ FOI FEITO DURANTE A PANDEMIA

Muñoz lembrou que questionou a ministra durante sua audiência na Comissão de Defesa do Congresso na terça-feira sobre a situação dos militares destacados na cidade autônoma após a entrada em massa de imigrantes vindos de Marrocos. “Ela não soube me responder”, destacou a porta-voz parlamentar em uma mensagem publicada em sua conta na rede social ‘X’.

A representante do Partido Popular destacou que os militares estão nas ruas de Ceuta “mas apenas como apoio às Forças e Órgãos de Segurança do Estado, sem um marco jurídico que os proteja”. Assim, “eles não podem deter ninguém, nem solicitar documentos de identificação, nem fazer uso da força além da legítima defesa, como qualquer civil; não dispõem de material para controle de distúrbios”, acrescentou.

“Eles só podem observar, realizar tarefas de apoio logístico, fornecer recursos e material logístico e permanecer nas ruas como mero ato de dissuasão, entre outras atividades de apoio”, completou a porta-voz parlamentar.

Muñoz lembrou que Robles pode conceder aos militares o status de agentes da autoridade, com o uso de crachá, como já foi feito durante a pandemia da COVID-19, com base na Lei de Defesa Nacional, na Lei da Carreira Militar e no Decreto Real 194/2010, de 26 de fevereiro.

A PROTEÇÃO QUE O GOVERNO OFERECE AOS MILITARES

A porta-voz do Vox no Congresso, Pepa Rodríguez de Millán, referiu-se à agressão sofrida pelos militares durante sua intervenção na Comissão Mista (Congresso-Senado) de Segurança Nacional no Congresso, na qual compareceu o ministro da Presidência, Justiça e Relações com os Poderes Legislativos, Félix Bolaños, para tratar da crise em Ceuta.

A porta-voz se referiu aos imigrantes como “um exército que tomou a cidade de Ceuta” e, aludindo ao papel dos militares, criticou a falta de coordenação, reforços e recursos. “Essa é a proteção, essa é a garantia que o governo oferece”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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