Alberto Ortega - Europa Press
Ele acredita que esse acordo deve ser “concluído” para que “uma boa notícia não se transforme em um ponto fraco para a Espanha”
MADRID, 15 jul. (EUROPA PRESS) - O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, afirmou nesta quarta-feira que o acordo com Gibraltar deve ser “completado” para que “uma boa notícia não se transforme em um ponto fraco para a Espanha”. Por isso, ele concordou com o presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, ao afirmar que “não há prosperidade compartilhada sem equiparação fiscal”.
Moreno incentivou a “avançar na igualdade fiscal real” para que a eliminação da “Verja de Gibraltar” “não seja uma oportunidade perdida”. “É preciso eliminar as barreiras físicas, mas também as invisíveis, que impedem o desenvolvimento da região”, afirmou ele em uma mensagem no ‘X’.
“Concordo com Moreno em que não há prosperidade compartilhada sem equiparação fiscal. Meu compromisso é defendê-la a partir do Governo, bem como garantir a concretização de todos os interesses espanhóis onde a soberania nacional está representada: no Congresso dos Deputados”, declarou Feijóo na mesma rede social.
QUESTIONAM A PROSPERIDADE COMPARTILHADA
Quanto à “prosperidade compartilhada” entre o Campo de Gibraltar e o Penhão, que o acordo facilitará, fontes do PP alertam que “em nenhum momento são detalhados investimentos, programas ou quais transferências serão realizadas”.
Segundo o PP, “não há prosperidade compartilhada sem equiparação fiscal”, mas no acordo não há nada que “sirva para combater o paraíso fiscal de Gibraltar”. No final de junho, o governo retirou a colônia britânica de sua lista de paraísos fiscais.
Além disso, o PP classificou nesta quarta-feira como “fraude” a entrada em vigor provisória do acordo sobre Gibraltar firmado entre a UE e o Reino Unido, denunciando mais uma vez que ele não tenha sido ratificado pelo Parlamento e criticando o governo por não ter aproveitado a “posição de vantagem nas negociações” que o Brexit oferecia em relação ao Penhón.
“A aplicação provisória a partir de hoje, 15 de julho, é uma fraude”, afirmaram fontes do PP, ressaltando que isso significa a entrada em vigor de “um sistema sem qualquer tipo de aprovação parlamentar, nem mesmo do Parlamento Europeu”, já que a ratificação definitiva ainda está pendente.
Assim como já ocorreu em fevereiro passado, quando foi divulgado o texto do acordo que havia sido fechado em dezembro após cinco meses de negociações, o PP defende que o acordo “deve ser debatido e votado no Parlamento” por razões constitucionais, para o que se remetem ao artigo 94.1 da Constituição, e “por uma questão de democracia”.
“O que afeta os espanhóis deve ser decidido pelos espanhóis”, afirmaram em ‘Gênova’, denunciando a “dupla armadilha” empregada pelo presidente do Governo, Pedro Sánchez, para impedir que o texto fosse debatido e aprovado pelo Congresso e pelo Senado.
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