CEUTA 2 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, reuniu-se em Ceuta com representantes das associações profissionais da Guarda Civil e dos sindicatos da Polícia Nacional para conhecer em primeira mão a atuação das Forças e Órgãos de Segurança do Estado durante a crise migratória
Conforme informado pela Associação Unificada dos Guardas Civis (AUGC) em um comunicado, o líder da oposição realizou, neste sábado, reuniões com representantes dos agentes destacados em Ceuta para ouvir seus depoimentos sobre os acontecimentos registrados na fronteira e “conhecer as dificuldades que tiveram de enfrentar nos últimos dias”.
Durante a reunião, Feijóo recebeu informações sobre “a pressão sofrida pelos efetivos mobilizados no perímetro fronteiriço e sobre a falta de recursos materiais e humanos” que, segundo os representantes dos agentes, ficaram evidentes durante a gestão da crise.
O presidente do PP criticou a resposta dada pelo Governo central e considerou que o reforço enviado à cidade “se revelou insuficiente” para lidar com uma situação dessa magnitude.
Durante as reuniões, o líder do PP criticou o fato de o Executivo ter tentado responder à crise com o envio de “apenas 17 policiais”, um número que, em sua opinião, “não atendeu” às necessidades operacionais.
Feijóo alertou que episódios semelhantes poderiam se repetir e destacou que a resposta do Estado deve estar preparada com antecedência. Segundo informou a AUGC, o líder do Partido Popular afirmou que, “se o Marrocos deixasse de aceitar o retorno de mais pessoas, a Espanha deveria proceder à expulsão daqueles que entraram de forma irregular, por meio da aplicação dos procedimentos legalmente estabelecidos”.
Além disso, ele expressou o apoio do Partido Popular às Forças e Órgãos de Segurança do Estado e defendeu a necessidade de “reforçar os recursos destinados à proteção da fronteira sul da Espanha e da União Europeia”.
Diante de futuras situações de pressão migratória, Feijóo se comprometeu, segundo a organização anfitriã, “a implementar um quadro de ação firme que garanta acesso permanente à informação, maior autoridade para os agentes, um comando operacional único e um plano de ação e coordenação perfeitamente estabelecido de antemão”.
“A direção do Partido Popular voltou a insistir na necessidade urgente de abordar a crise migratória com uma verdadeira política de Estado, exigindo o reforço imediato dos efetivos em Ceuta, o fornecimento de material de proteção adequado e uma resposta coordenada e integral”, comunicaram da AUGC.
Participaram da reunião representantes da Associação Unificada dos Guardas Civis e de outras associações profissionais do Instituto Armado, bem como dos sindicatos da Polícia Nacional: JUPOL, Sindicato Unificado da Polícia (SUP), Confederação Espanhola da Polícia (CEP) e União Federal da Polícia (UFP).
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